O Natal e a virada do ano costumam ser associados a celebrações, encontros e sensação de renovação, com maior proximidade entre pessoas. Na prática, porém, nem todos contam com amigos ou familiares por perto nesse período. Diante disso, surge a pergunta: como lidar com a solidão durante as festas de fim de ano?
Manter algum nível de interação social favorece o funcionamento do cérebro, estimula habilidades cognitivas e contribui para a redução de hormônios ligados ao estresse, como o cortisol. Esse efeito ajuda a controlar processos inflamatórios e até a pressão arterial. Por esse motivo, cuidar da saúde emocional nessa época também reflete positivamente no corpo como um todo.
O neurologista e professor Joel Salinas reuniu seis orientações, em entrevista ao New York Post, para atravessar o fim de ano com mais estímulos cerebrais e equilíbrio emocional:
Descubra uma nova atividade
Aprender algo diferente, como tocar um instrumento ou iniciar um novo idioma, ativa áreas variadas do cérebro e favorece a criação de novas conexões neurais. Segundo o especialista, esse tipo de estímulo ajuda a manter o cérebro ativo e pode ser especialmente benéfico para pessoas com dificuldades de memória, raciocínio ou quadros de demência, incluindo Alzheimer.
A escolha da atividade faz diferença. O ideal é optar por algo que exija atenção e esforço moderado, sem se tornar frustrante ou cansativo demais.
Exercícios como aprender violão, iniciar aulas de artes marciais ou se aventurar em um curso de culinária são exemplos que combinam desafio e prazer.
Resolva desafios mentais
Jogos que envolvem lógica, palavras ou números são conhecidos por estimular o raciocínio. Palavras cruzadas, Sudoku e outros quebra-cabeças ajudam a manter a mente ativa.
Mais importante do que o tipo de jogo é garantir que ele realmente desafie o cérebro, incentivando a formação de novas conexões. O formato pode variar, desde que provoque reflexão e concentração.
Movimente-se ao som da música
Ouvir música já traz efeitos terapêuticos, mas a dança amplia esses benefícios ao unir atividade física, estímulo cognitivo e, em alguns casos, interação social. Uma sugestão do neurologista é montar uma playlist com músicas marcantes da adolescência ou do início da vida adulta.
Esse recurso ajuda a mudar o clima do ambiente, reduz o estresse e ativa áreas cerebrais relacionadas à memória, às emoções e à sensação de prazer.
Use a tecnologia a seu favor
Quando não é possível estar fisicamente próximo de quem se gosta, a tecnologia pode diminuir a distância. Mensagens, ligações e chamadas de vídeo são alternativas válidas para manter algum tipo de contato.
De acordo com Salinas, mesmo interações virtuais já contribuem para reduzir o cortisol, estimular o cérebro e aumentar a produção do fator neurotrófico derivado do cérebro, o BDNF, substância que favorece a sobrevivência das células cerebrais e fortalece as conexões entre elas.
Busque pessoas com interesses em comum
A necessidade de interação faz parte da natureza humana. A solidão prolongada pode ser tão prejudicial ao cérebro quanto hábitos considerados de risco, como o tabagismo, segundo o especialista.
Por isso, mesmo durante as festas, vale procurar ambientes ou grupos que compartilhem gostos semelhantes. Clubes de leitura, oficinas criativas e comunidades online são alternativas acessíveis para trocar experiências e reduzir o isolamento.
Mantenha o corpo em movimento
Passar datas comemorativas sozinho não significa permanecer inativo. Pequenas atitudes ajudam a manter o corpo ativo, como caminhar para resolver tarefas, optar por escadas em vez de elevadores e levantar-se com frequência para alongar o corpo.
Qualquer movimento já representa um avanço. Atividades que elevam a frequência cardíaca, a ponto de dificultar uma conversa contínua durante o exercício, oferecem benefícios adicionais para a saúde física e mental.
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