Luiza Brunet publicou um desabafo nas redes sociais nesta terça-feira (13) após a Justiça condenar seu ex-companheiro, o empresário Lírio Parisotto, a pagar R$ 150 mil por danos morais decorrentes das agressões sofridas pela modelo. Em uma carta aberta, ela reconheceu a importância da decisão, mas questionou se a quantia representa uma reparação proporcional à violência e às consequências que enfrentou.

Confira a carta aberta de Luiza Brunet:

”Depois de tantos anos, finalmente saiu a sentença que condenou meu agressor a me indenizar pelos danos morais que me causou. A Justiça reconheceu a violência que sofri. Mas reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa.

A indenização foi fixada em R$ 150 mil. Sei que é um valor expressivo para a imensa maioria dos brasileiros. Mas também sei que, diante da realidade financeira de quem me agrediu, representa muito pouco. E é justamente essa reflexão que quero trazer.

Qual é a eficácia de uma condenação que praticamente não afeta o patrimônio de quem praticou uma violência tão grave? Não se trata de colocar preço na dor. Nenhum dinheiro apaga uma agressão, devolve a tranquilidade perdida ou repara integralmente as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência. Trata-se de compreender que uma indenização precisa ter significado também para quem é condenado.

Quando seu valor é insignificante diante da capacidade econômica do agressor, sua eficácia como instrumento de responsabilização e prevenção fica comprometida. Durante todos esses anos, enfrentei não apenas as consequências das agressões, mas também a exposição, os ataques à minha imagem e o desgaste de uma batalha judicial que parecia não ter fim.

Apesar de tudo, transformei parte dessa dor em propósito. Passei adessa dor em propósito. Passei a dedicar minha voz, meu trabalho e minha visibilidade à defesa dos direitos das mulheres. Encontrei, na minha própria história, uma razão ainda maior para lutar por tantas outras.

Hoje, reconheço nessa sentença mais um passo importante de uma caminhada que exigiu coragem, resistência e perseverança. Mas essa luta ainda não terminou. Continuarei buscando uma reparação que seja proporcional à gravidade da violência que sofri e às consequências que ela deixou na minha vida.

Não apenas por mim, mas por todas as mulheres que precisam acreditar que a Justiça é capaz de oferecer respostas efetivas à violência”.

Relembre o caso de Luiza Brunet e Lírio Parisotto

Luiza denunciou ter sido agredida por Lírio Parisotto em maio de 2016, durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, relatou ter sofrido quatro fraturas nas costelas, além de hematomas no rosto e no corpo.

Após a condenação criminal do empresário, a modelo também recorreu à Justiça na esfera cível para pedir reparação pelos danos sofridos. A decisão recente estabeleceu indenização de R$ 150 mil por danos morais, mas rejeitou os pedidos relativos a danos materiais e lucros cessantes por falta de provas suficientes. A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Recentemente, o episódio voltou a estampar as manchetes dos principais portais devido a uma troca de farpas entre Mara Maravilha e Yasmin Brunet, filha da modelo. A polêmica voltou ao foco quando a ex-apresentadora infantil decidiu fazer uma referência ao ocorrido.

Autor

  • Gabriel Girão

    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redator do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda.

    Contato: [email protected]


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