Faz um bom tempo que eu não assisto ao The Voice Brasil. E os motivos são vários. Mas como hoje (27) acontece mais um final de temporada, onde vamos descobrir o campeão de popularidade temporária, me permito a escrever algumas linhas sobre o tema.

Antes, por que eu desisti do The Voice Brasil?

Na verdade, eu me cansei dos realitys musicais de um modo geral. Não vejo mais a versão norte-americana, e American Idol na ABC eu assisti pelo ofício. The Four, The X-Factor UK e derivados? Também não estou assistindo.

O meu maior problema é o sintoma de desgaste do formato identificado por Simon Cowell na temporada de American Idol em que Jennifer Hudson foi eliminada pelo público de forma precoce. Aliás, para ser bem justo, Cowell alertou para o problema na eliminação surpreendente de Chris Daughtry, mostrando o descaso do norte-americano médio em votar no seu candidato favorito.

Realitys musicais como The Voice Brasil sempre foram um programa de popularidade, e eu bem sabia disso. A audiência não vota no melhor cantor, mas sim no cantor mais popular. E isso vai cansando com o tempo, pois esperamos que em uma competição vença o melhor.

Por isso eu não abandonei realitys como Survivor, The Amazing Race, Top Chef, MasterChef e derivados. Nesses casos, a interferência da audiência é zero, e o vencedor é estabelecido pelo critério direto da meritocracia. Tudo bem, gosto não se discute e critérios gastronômicos variam de pessoa para pessoa. Por outro lado, existe um critério restrito.

O outro motivo para desistir de The Voice Brasil foi a mecânica para o programa estabelecida pela Rede Globo.

Primeiro, um programa por semana, com temporadas enormes. Eles corrigiram isso, colocando dois programas por semana. Porém, são tantas viradas, saves, roubos de cantores de derivados, que eu confesso que fico meio perdido com tudo isso, e não tenho mais paciência para acompanhar o programa com o mínimo de atenção.

Por fim, minha religião me impede de acompanhar a espontaneidade de Lulu Santos e Carlinhos Brown, algo que desperta em mim sentimentos conflitantes (para dizer o mínimo). E eu tenho respeito pela minha sanidade mental.

De qualquer forma, mais uma final de The Voice Brasil.

E, para muita gente, mais uma vez, o melhor talento não vai vencer.

De novo: eu não assisti a temporada, mas um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi a eliminação precoce de Priscila Tossan, competidora do time de Lulu Santos, que no entendimento de muitos, foi eliminada de forma precoce.

Se serve de consolo para quem ainda assiste ao reality: não é a primeira vez, e não será a última. Não se esqueçam que é uma votação popular.

Isso não quer dizer que temos que desmerecer os demais finalistas. Porém, mesmo sem assistir, posso dizer: não será surpresa se o candidato de Michel Teló vencer. Não é um programa de talentos, mas sim um programa de popularidade.

E a popularidade de Michel Teló é enorme.

Logo, se Léo Pain vencer, eu não previ o futuro. Só pensei de forma lógica.

Se ele perder, não me culpo. Afinal de contas, nem assisti o The Voice Brasil em 2018, então, me dei ao direito de opinar de forma isenta.

Mas desejo uma boa final para todos.

“Que vença o melhor.”