Academia do Oscar anuncia novos membros do conselho e dois nomes SURPEENDEM

Ava DuVernay e Whoopi Goldberg passaram a fazer parte do conselho do Oscar (Imagem: Divulgação)

A diretora e produtora cinematográfica Ava DuVernay (Selma, 2014) junto com a atriz Whoopi Goldberg foram eleitas para um mandato de três anos no conselho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela votação do Oscar.

Esta é a primeira vez que DuVernay é eleita para a academia, já a atriz Whoppi Goldberg é veterana da organização e foi reeleita. 

Além delas também entraram para o conselho outros novatos, como: Debra Zane, Stephen Rivkin, Linda Flowers, Lynette Howell Taylor e Rob Bredow. Cada um dos quais assumiram um posto de avaliação especifica de setores cinematográficos como maquiagem, produção, edição, direção de elenco e efeitos visuais. 

Com as novas eleições, a academia expandiu o número de mulheres de 25 para 26 e o total de membros negros de 11 para 12. O conselho é responsável por definir a visão estratégia da instituição, além de zelar pela boa administração financeira da Academia. 

A nomeação de Duvernay chega logo após a diretora denunciar, junto com o ator David Oyelowo, que um dos seus filmes Selma, sofreu um boicote da Academia na premiação de 2014. A história veio a tona em meio aos protestos contra a morte de George Floyd, ex-segurança negro que morreu sufocado por um policial branco.

Um caso semelhante aconteceu na época em 2015, Eric Garner foi mais uma vítima do racismo ao ser morto por asfixia até a morte por um policial em Nova York. O elenco, então, decidiu ir à première do filme trajando camisetas com a frase: “Não Consigo Respirar”, frase que foi dita pelo homem, enquanto sofria o golpe que o levou a morte. A manifestação, entretanto,  não foi bem vista pela academia.

“Membros da Academia ligaram para os nossos produtores no estúdio e disseram ‘Como eles se atrevem a fazer aquilo? Por que eles estão atiçando essa merda? Não votaremos nesse filme porque não achamos que seja papel deles fazer isso’”, afirmou Oyelowo, intérprete de Martin Luther King no longa, contou ao Screen Daily.

DuVernay compartilhou a notícia confirmando a veracidade da história. A Academia de artes e ciências cinematográfica, responsável por organizar o Oscar, lamentou a situação. “Ava & David, nós estamos ouvindo vocês. Inaceitável. Somos comprometidos com o progresso”.