Adam Driver, astro de História de um Casamento, evita se assistir nos filmes

Adam Driver como Kylo Ren (Imagem: Divulgação)

Adam Driver é um dos atores indicados na categoria de Melhor Ator no Oscar 2020. Sua ótima atuação no filme de drama História de um Casamento tem garantido indicações em várias premiações. Mas para o astro atuar não é como parece ser, na maioria das vezes. Pra ele, nem sempre é glamour, reconhecimento e premiações.

Uma reportagem recente do The New York Times destaca os recentes trabalhos do ator e cita sua dificuldade em se ver na tela. “Se ele acha que vai ser demais, eu entendo”, disse Noah Baumbach, autor e diretor de História de um Casamento. “Eu não assisto meus filmes depois de terminá-los, como ele.”

A atuação de Driver como o diretor de teatro Charlie, que está se separando de Nicole (Scarlett Johasson), uma atriz, e precisa enfrentar a disputa pelo filho, não é o única a render reconhecimento na maior premiação do cinema americano. O ator foi indicado pela primeira no ano passado. Ele recebeu uma nomeação na categoria de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel como o detetive Philip “Flip” Zimmerman no filme de Spike Lee, Infiltrado na Klan.

Apesar de tamanho reconhecimento, Driver acha que o trabalho vai além. “Atuar está sempre repleto dessas estranhas justaposições”, disse. “Não é algo glamouroso quando você está fazendo, mas é vendido como se fosse.” Sobre sua indicação ao Oscar no ano passado, ele disse: “É incrivelmente lisonjeiro”. No entanto, ele reconhece que não é apenas sua atuação a ser vista, o resultado é a união de um esforço em equipe. “Conheço muitas pessoas que trabalham muito e quase nunca conseguem esse reconhecimento, então não sei como você lida com isso ou como atribui significado a ele.”

“Acredito que todo mundo, em qualquer trabalho, deseje reconhecimento”, destaca Adam Driver, que também faz parte do elenco de Star Wars: A Ascensão Skywalker. No filme do diretor J. J. Abrams lançado em dezembro de 2019, o ator interpreta Kylo Ren. “Não importa quem eu sou”, disse. “Não tenho instrumento, não toco violoncelo. Você mesmo é o instrumento, e isso de alguma forma o torna mais vulnerável.”