Almodóvar fatura sete prêmios Goya com seu filme Dor e Glória

Antonio Banderas
Antonio Banderas no filme “Dor e Glória” de Pedro Almodóvar (Imagem: Divulgação)

Pedro Almodóvar foi o grande vitorioso do Goya, premiação espanhola que aconteceu no último sábado, 25. Dor e Glória, filme de drama do cineasta, conquistou sete estatuetas, que incluem melhor filme, Melhor Direção e melhor roteiro original.

O longa autobiográfico também saiu vitoriosa nas categorias de melhor ator (Antonio Banderas), melhor atriz coadjuvante (Julieta Serrano), melhor trilha sonora e melhor montagem.

A cerimônia marca um momento importante na vida do cineasta, que não vinha sendo reconhecido pela academia espanhola. Anteriormente no Goya, Almodóvar já havia sido indicado nove vezes, vencendo apenas pelo seu trabalho nas produções “Tudo sobre minha Mãe” (1999) e “Volver” (2006).

 

Dor e Glória

Dirigido e escrito por Almodóvar, o filme acompanha o melancólico cineasta Salvador Mallo (Antonio Banderas), que em meio ao declínio precisa voltar ao seu passado para repensar sua escolhas na vida. Em meio a reencontros e várias lembranças, o cineasta reflete sobre sua trajetória, desde sua infância na década de 60, sua imigração para a Espanha, o primeiro amor e sua conexão com o cinema e a escrita.

Além de Antonio Banderas, o filme ainda conta com Asier Etxeandia, Penélope Cruz, Leonardo Sbaraglia, Julieta Serrano, Nora Navas, Cecilia Roth, Raúl Arévalo, César Vicente, Asier Flores, Susi Sánchez, entre outros.

E vale lembrar, que Dor e Glória recebeu duas indicações ao Oscar 2020, sendo elas a de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Ator (Antonio Banderas).

Assista ao trailer:

Muito elogiado, o longa conta com uma ótima aprovação de 97% no Rotten Tomatoes, com base em 270 avaliações. O consenso diz: “Dor e Glória considera o escritor-diretor Pedro Almodóvar se beneficiando de sua própria vida com efeitos recompensadores – e honrando sua arte como só um cineasta pode.”

Confira algumas das críticas:

“Um auto-exame magistral, melancólico, terno e dilacerante, cheio de cor e luz e os fantasmas daqueles a quem ele amou. Almodovar, aos 70 anos, e talvez surpreendente para si mesmo, continua a crescer.” – Paul Byrnes, Sydney Morning Herald.

“Enquanto ainda abraça as fachadas visuais que tornam seus filmes um prazer tão agradável de assistir, Dor e Glória o encontram tirando as fachadas emocionais, nos aproximando mais dele do que nunca.” – Kathleen Sachs, Chicago Reader.

“Apesar do assunto às vezes sombrio, ‘Dor e Glória’ tem muito humor brincalhão de Almodóvar e amor pelo absurdo.” – Cary Darling, Houston Chronicle.

“Emoções e cores atraentes contam a história profundamente pessoal do diretor, com Antonio Banderas na frente e no centro.” – Richard Roeper, Chicago Sun-Times.

 

GOYA

Confira a lista completa dos vencedores:

Melhor filme
Dor e Glória

Melhor direção
Pedro Almodóvar (Dor e Glória)

Melhor direção de cineasta estreante
Belén Funes (La Hija de un Ladrón)

Melhor roteiro original
Pedro Almodóvar (Dor e Glória)

Melhor roteiro adaptado
Benito Zambrano, Daniel Remón e Peblo Remón (Intemperie)

Melhor trilha original
Alberto Iglesias (Dor e Glória)

Melhor canção original
“Intemperie” de Javier Ruibal (Intemperie)

Melhor ator
Antonio Banderas (Dor e Glória)

Melhor atriz
Belén Cuesta (La Trinchera Infinita)

Melhor ator coadjuvante
Eduard Fernández (Mientras Dure la Guerra)

Melhor atriz coadjuvante
Julieta Serrano (Dor e Glória)

Melhor ator revelação
Enric Auquer (Quien a Hierro Mata)

Melhor atriz revelação
Benedicta Sánchez (O que Arde)

Melhor direção de produção
Carla Pérez de Albeniz (Mientras Dure la Guerra)

Melhor direção de fotografia
Mauro Herce (O que Arde)

Melhor montagem
Teresa Font (Dor e Glória)

Melhor direção de arte
Juan Pedro de Gaspar (Mientras Dure la Guerra)

Melhor figurino
Sonia Grande (Mientras Dure la Guerra)

Melhor maquiagem e penteado
Ana López-Puigcerver, Belén Lopez-Puigcerver e Nacho Díaz (Mientras Dure la Guerra)

Melhor som
Iñaki Díez, Alazne Ameztoy, Xanti Salvador e Nacho Royo-Villanova (La Trinchera Infinita)

Melhores efeitos especiais
Mario Campoy e Iñaki Madariaga (El Hoyo)

Melhor filme de animação
Buñuel no Labirinto das Tartarugas

Melhor documentário
Ara Malikian, Una Vida Entre las Cuerdas

Melhor filme ibero-americano
A Odisseia dos Tontos, de Sebastián Borensztein

Melhor filme europeu
Os Miseráveis, de Ladj Ly

Melhor curta-metragem de ficção
Suc de Síndria, de Irene Moray

Melhor curta-metragem documental
Nuestra Vida Como Niños Refugiados en Europa, de Silvia Venegas Venegas

Melhor curta-metragem de animação
Madrid 2120, de José Luís Quirós e Paco Sáez

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