Euphoria
Euphoria (Foto: Divulgação)
  • por Victor Hugo Morais

São muitas as críticas a respeito de Euphoria, nova série da HBO lançada no mês passado. O principal ponto negativo apontado é o excesso de nudez, especialmente nu frontal masculino, e isso mesmo apesar do aviso de que os pênis mostrados são próteses.

Sim, a maioria das críticas destaca que se trata de uma série sobre jovens, portanto, seria destinada para esse público, mesmo tendo um enredo tão chocante. Ora, não era Game of Thrones tão festejada dias atrás e com um público predominante de jovens, mesmo tendo cenas tão ou mais chocantes que as de Euphoria?

Mas o pior é achar que Euphoria é de alguma forma um lugar desconhecido para esse público. Quem pensa assim, certamente fecha os olhos para o fato de os adolescentes terem acesso a tudo o que desejam ver na palma das mãos com o uso de celulares. Com acesso à internet e muitas vezes sem controle dos pais, que acreditam que eles estando ocupados não “enchem o saco”, veem coisas ainda mais cabeludas.

E marcam encontros por aplicativos de namoros, transam. O noticiário, inclusive, aponta que a nova geração não está preocupada se o parceiro é homem ou mulher, e sim está interessada em pessoas.

Como outro exemplo, Euphoria mostra um pai de família que vai para a cama com uma jovem trans. Qual o choque disso, sendo que basta acessar qualquer rede social que o nome do usuário já diz que ele é casado e buscando opções que vão além da conhecida traição com uma mulher.

A série também trata de drogas, e eu sinto informar mas isso é bastante comum entre os jovens na atualidade. Esses detalhes me fazem pensar que talvez os jovens estejam mais chocados com o despreparo dos adultos para lidar com essas situações comuns a eles.

Série educa

Mesmo porque, Euphoria também educa. No episódio de domingo (30), vimos Kat descobrindo que não precisa ter um corpo padrão para ser amada e desejada. Ciente disso, passa a explorar seus atributos, ganha dinheiro e começa a se sentir uma diva como influencer plus size, além de escritora de sucesso.

Fora isso, depois de quase morrer de overdose (sim, a série mostrou que o excesso é perigoso), Rue é salva por Jules, uma trans que se mostra uma grande amiga.

Ou mais que isso? O episódio deixou no ar a possibilidade de um envolvimento amoroso entre elas. Mas se isso estiver chocando alguém, sinto muito, mas como citado antes, esse tipo de relação é bem comum entre adolescentes.

Em resumo, até aqui, Euphoria mostra-se um retrato ousado e real da atualidade.

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