Ao contrário de Disney e Warner, Sony paralisa lançamentos na pandemia

Tony Vinciquerra, presidente da Sony Pictures
Tony Vinciquerra, presidente da Sony Pictures (Divulgação)

Na contramão de Disney e Warner, a Sony Pictures irá paralisar os lançamentos. Em outras palavras,  não haverá nenhuma estreia de filmes de grande orçamento enquanto as salas não conseguirem comportar 100% dos espectadores com segurança.

O presidente da companhia, Tony Vinciquerra falou sobre o assunto durante o evento 2020 Bank’s Media of America, Conferência de Comunicações e Entretenimento que aconteceu nesta quarta-feira, 09 de setembro. “O que não faremos é cometer o erro de lançar um filme muito caro de 200 milhões de dólares no mercado, a menos que tenhamos certeza de que os cinemas estão abertos e operando com capacidade significativa”.

Presidente da Sony fala em aprendizado para a volta ao normal

“Você verá muitas coisas estranhas acontecerem nos próximos seis meses em como os filmes são lançados, como são programados, como são comercializados, mas quando voltarmos ao normal, teremos aprendido muito, eu acho e descobri maneiras de fazer coisas um pouco diferentes e, com sorte, melhores. Temos um filme que estreia neste fim de semana, um pequeno filme [Broken Hearts Gallery], que acho que vai sair muito bem”, explicou ele.

O CEO ainda foi questionado sobre os lançamentos que estão ocorrendo em formato de vídeo on demand, e explicou que embora a Sony Pictures seja uma grande defensora do modelo tradicional nos cinemas, é importante ressaltar que a empresa teve muito sucesso ao negociar o lançamento de diversos filmes com plataformas de streaming. “Vendemos três filmes [novos] para streamers … porque não conseguimos encontrar um lugar para namorá-los, então os vendemos com lucro”.

Concorrentes fizeram o caminho oposto

A decisão da Sony vai de encontro ao planejamento da concorrência. A Disney, por exemplo,  arriscou ao lançar seu principal filme do ano, Mulan no seu serviço de streaming. Com batalhas de tirar o fôlego, o live-action tem sido alvo de boicote.

Já a Warner Bros, por sua vez, traçou estratégias para  promover estreias. Tenet e Mulher-Maravilha 1984 estão liberados em alguns mercados, mesmo que os cinemas nessas regiões não estejam funcionando em sua total capacidade.