Após bombardeio de críticas a Mulan, Disney esclarece polêmica

Mulan (Reprodução)

O tão esperado lançamento do live action de Mulan, dirigido por Niki Caro, finalmente aconteceu. Após várias mudanças na data de estreia por conta do coronavírus, a Disney decidiu lançá-lo diretamente no serviço de streaming Disney+. Apesar do filme receber ótimas avaliações, ele não está longe das polêmicas.

De acordo com o site Deadline, o filme vem sendo alvo de um boicote por conta de um agradecimento que foi colocado nos créditos. Christine McCarthy, uma das executivas da Disney, em conferência esclareceu o episódio.

McCarthy disse: “Deixe-me colocar o caso em contexto. Os fatos reais são de que Mulan foi filmado primariamente – e quase em sua completude – na Nova Zelândia. Em um esforço de retratar de forma correta alguns dos cenários únicos e a geografia do país da China para esse drama de época, nós filmamos cenários em 20 locações diferentes na China. É de conhecimento comum que, para filmar na China, você tem que conseguir permissão. Essa permissão vem do governo central”

E acrescentou: “É uma prática comum reconhecer nos créditos de um filme os governos local e nacional que permitiram você filmar lá. Então, nos nossos créditos, reconhecemos a China e as locações na Nova Zelândia. Eu deixaria isso passar, mas tem gerado vários problemas para nós”.

Entenda a polêmica envolvendo Mulan

NosA produção agradece à Secretaria Municipal de Segurança Pública de Turpan, que foi acusada de opressão e genocídio de um grupo cultural da China conhecidos como Uigures. Os Uigures são uma etnia oficial da China que seguem o islamismo.

Um senador dos Estados Unidos inclusive se posicionou sobre o assunto e mandou uma carta aberta ao CEO da Disney Bob Chapek, acusando a empresa de “encobrir o genocídio em curso de uigures e outras minorias étnicas muçulmanas durante a produção de Mulan”.

Formado em administração e psicologia. Adora cartoons, animes e series animadas. Atualmente faz curso de desenho com especialização em cartoons.