Astro da Marvel faz dura crítica à falta de diversidade nos filmes do estúdio

Anthony Mackie em “Capitão América: Soldado Invernal” (Marvel/Reprodução)

Num bate-papo em vídeo promovido pela revista Variety com Daveed Diggs, o ator Anthony Mackie, astro da série O Falcão e o Soldado Invernal (The Falcon and The Winter Soldier) da Disney+, detonou os filmes da Marvel, e falou sobre a falta de diversidade nas produções da empresa. Ele já participou de sete filmes do estúdio começando por Capitão América e o Soldado Invernal, de 2014.

Ambos os atores falaram sobre o movimento Black Lives Matter, e como podem ser incluídos de verdade. “Acho que muitas das minhas interações estão apenas tentando melhorar as coisas nos shows que tenho na minha frente – como posso afetar diferentes tipos de representação? Qual é a coisa que você se sente compelido a fazer? Qual a sua participação neste momento?”, questionou Mackie.

“Quando O Falcão e o Soldado Invernal sair, eu serei protagonista, quando O Expresso do Amanhã saiu, você era o protagonista. Temos o poder e a capacidade de fazer essas perguntas. Me chateia de verdade que fiz sete filmes da Marvel e todos os produtores, todos os diretores, todos os dublês, todos os estilistas, todos os assessores, todo mundo é branco”, continuou.

“Tivemos um produtor preto. O nome dele era Nate Moore. Ele produziu Pantera Negra. Mas quando você faz Pantera Negra, você tem um diretor, um produtor, um figurinista e um coreógrafo de dublês todos pretos. Se você só pode contratar pessoas pretas para um filme preto, você está dizendo que elas não são boas o suficiente quando você tem um elenco predominantemente branco?”, falou o intérprete do Falcão, que ainda explicou o que ele gostaria de ver na prática nos modelos de contratação de Hollywood.

“Meu grande impulso com a Marvel é contratar a melhor pessoa para o trabalho. Se tivermos pelo menos os dois melhores homens [pretos], e as duas melhores mulheres [pretas] que existirem, estou legal com isso pelos próximos dez anos. Porque começa a construir uma nova geração de pessoas que podem colocar algo em seu currículo para conseguir outros empregos. Se tivermos que dividir em porcentagem, divida-a. E na posição em que estamos, podemos pressionar por isso”, disparou ele para o colega.