Ator de The Walking Dead diz que a série foi longe demais ao matar personagens queridos

Michael Cudlitz em cena de The Walking Dead
Michael Cudlitz em cena de The Walking Dead (Divulgação/ AMC)

Foi no início da sétima temporada que The Walking Dead se despediu de dois de seus personagens mais queridos: Glenn (Steven Yeun) e Abraham (Michael Cudlitz). Ambos foram brutalmente assassinados por Negan (Jeffrey Dean Morgan) e sua gangue dos Salvadores, que fizeram os sobreviventes comandados por Rick (Andrew Lincoln) de reféns naquele ano. Mas o ator Michael Cudlitz não se conforma por ter deixado a atração, e em recente entrevista falou que sentiu que a série foi longe demais ao matar os personagens.

A cena que os telespectadores viram também acontecem nos quadrinhos, porém nas páginas escritas por Robert Kirkman apenas Glenn é espancado até a morte na frente de Maggie, sua esposa, que estava grávida naquele momento. “Eu sempre achei que cruzamos essa ponte, e isso foi longe demais. Pessoalmente acho que foi demais. Qualquer um de nós deveria ter vivido um pouco mais”, disparou o ator no podcast Talk Dead To Me.

O episódio em questão foi muito criticado pelo excesso de violência na tela, e recebeu inúmeras denúncias na Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos. “Eles disseram: ‘Meu Deus, essas foram as mortes mais gráficas e brutais, foi pornografia de assassinato’, todas essas coisas”, disse Cudlitz. “Então você percebe, houve um monte de outros assassinatos e assassinatos e vidas perdidas no show que foram muito mais brutais, como por exemplo a de Noah”.

Noah, personagem de Tyler James Williams (conhecido por Todo Mundo Odeia o Chris) morreu, ao tentar buscar suprimentos, e ficar preso numa porta giratória, sendo devorado por zumbis, enquanto Glenn o observava impassível. “Todos nós amávamos Noah, mas só o conhecemos por sete episódios. O fato de você amar tanto Abraham e Gleen foi o que tornou tudo muito mais brutal. Você meio que pensa ‘oh meu Deus. Foi o Abraham. Estou triste, mas graças a Deus não foi o Glenn’. E depois: ‘meu Deus, foi o Glenn também. Por que estão fazendo isso comigo?”, brincou ele.