Igor Cotrim
Cena de Igor Cotrim em trailer do filme Os Príncipes, de Luiz Rosemberg Filho (Reprodução/Vimeo – Cafeína Produções)

O cineasta Luiz Rosemberg Filho, expoente do cinema de invenção e famoso por trabalhos com videocolagens, como no filme Linguagem (2014), deixou um último trabalho, que tem sua estreia nesta quinta-feira (23). Chega agora o filme Os Príncipes, novo título do diretor, falecido em maio deste ano.

A atração conta com a participação do ator Igor Cotrim no elenco. Ele dá vida ao Cássio, na produção. Em entrevista ao jornal Extra, na seção de entretenimento, ele falou sobre o novo filme e sobre as cenas de nudez, que tiveram um peso forte na produção.

Para que conseguissem concluir uma sequência com sexo, os atores envolvidos levaram dez minutos e também chegaram a ouvir uma ópera para conseguirem entrar no clima exigido pelas cenas. Sobre esse trecho, o ator ainda fez um um pedido especial à mãe, em tom de brincadeira.

“Tirar a roupa é um trabalho de entrega, por vezes complicado. Tudo foi conduzido de forma confortável, mas o resultado foi forte. Até falei para a minha mãe: ‘Dona Branca, não precisa assistir. Não tem necessidade de você me ver pelado em cena, vou poupá-la desta vez'”, brincou o ator na conversa com o Extra.

Para o filme, que traz uma crítica à banalização da violência na sociedade brasileira e consegue promover essa crítica aproximando a ditadura militar e também temas contemporâneos, o ator disse que vários assuntos foram abordados.

“É uma verdadeira porrada, mas dotada de uma linguagem poética. Apesar de o roteiro ter sido escrito na época da ditadura militar, aborda temas contemporâneos, como feminicídio, misoginia, preconceito, falta de empatia, violência e tudo o que o universo feminino sofre”, explicou.

Cotrim também revelou que seu personagem, Cássio, é tudo o que ele não deseja que os outros sejam. O personagem tem uma energia pesada, como conta o ator.

“Raspei o cabelo, fiz a barba [após o término das filmagens]. Só de me ver no espelho, à época, com aquele figurino, já tinha vontade de passar mal. Ele tem uma energia pesada, um grau de veracidade de dar asco. Procurava rezar, agradecer e pensar em coisas boas quando saía das gravações”, contou Cotrim ao Extra.

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