Atriz de Orange descreve responsabilidade de viver personagem histórica

Uzo Aduba como Shirle Chisholm em mrs. America
Uzo Aduba como Shirle Chisholm em mrs. America (Divulgação)

Uzo Aduba estava terminando de gravar a sétima temporada de Orange is The New Black quando recebeu uma ligação a convidado para protagonizar Sra. América, nova série do FX, que conta a história de Shirley Chisholm, a primeira mulher negra eleita para o congresso norte-americano, e a primeira mulher a concorrer à indicação para presidente.

“Ela era realmente particular sobre esse tipo de coisa porque sua história ainda está viva” disse Aduba. “São mulheres de verdade, e foi uma luta de verdade”, completou em conversa com o site The Hollywood Reporter.

“Como mulher negra, acho que existe pressão em várias órbitas da vida, tanto por representar sexo ou etnia”, disse ela ao revelar que se sentiu pressionada ao interpretar uma personagem real e tão importante. “Às vezes é possível pensar ‘sou a única mulher no prédio’, no momento de interpretar, então existia mesmo esse peso para ela. Ela sentiu o peso de ser quem ela era naquela época”.

Devido às muitas pesquisas para viver a personagem, a ex-intérprete da Crazy Eyes, revelou que descobriu que muitas das coisas pelas quais Shirley lutou no passado posteriormente se transformaram em leis pelas mãos de outras pessoas. “São plataformas que estamos vendo na política de hoje, seja essa a conversa em torno da assistência universal à saúde, a educação superior acessível a todos, a descriminalização da maconha, os direitos LGBT, e toda a sua conversa sobre a pobreza nos Estados Unidos. Era sobre isso que ela estava falando e sinto que hoje existem muitos candidatos que refletem muitas dessas políticas e posições”.

Assim como em Orange is The New Black, em Sra. América, Uzo Aduba trabalhou com diversas mulheres seja na atuação, ou na direção do programa, algo que ela achou que nunca mais aconteceria após terminar a série da Netflix.

“Quando eu estava terminando o Orange, eu dizia para mim mesma ‘Uzo, tenha certeza de que você realmente gosta disso, porque provavelmente nunca mais fará isso novamente’, sobre trabalhar com tantas mulheres e todas muito talentosas, contando uma história comovente, algo de substância. Você pode começar a trabalhar com um monte de mulheres, mas isso pode não ter nada a dizer, ou você pode trabalhar com poucas mulheres, mas há algo a dizer – aí quando recebi a ligação, pensei ‘opa, acho que vou fazer isso novo’. Era uma sensação muito familiar, reconfortante, acolhedora e calorosa. Era apenas uma sensação agradável estar com aquelas mulheres. A energia deles era agradável e prestativa, engraçada e divertida”, disparou.

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