Autor de The Boys in The Band reflete sobre importância da história para novas gerações

Mart Crowley, autor de The Boys in The Band conversa com Charlie Carver
Mart Crowley, autor de The Boys in The Band conversa com Charlie Carver (Reprodução)

The Boys in The Band novo filme da Netflix vem dando o que falar. A história nasceu de uma peça de teatro lançada em 1968. Em 2018, o produtor Ryan Murphy resolveu adaptar a peça para a Broadway, somente com atores assumidamente gays, e o sucesso foi tão grande que a peça virou um filme, com os mesmos atores. Como parte da divulgação para o lançamento a gigante do streaming lançou alguns vídeos, entre eles um bate papo do ator Charlie Carver (de The Leftovers e Teen Wolf) com o autor da história, Mart Crowley.

Ele falou sobre o momento de representatividade nas grandes mídias, algo que nem sempre fez parte do universo LGBTQIA+. “Fico muito feliz e orgulhoso de que este universo todo esteja ganhando cada vez mais espaço nas produções. Os musicais da Broadway atuais, especialmente, estão cheios de elementos da comunidade queer. Na época em que escrevi esta história, e até quando o primeiro filme saiu, e eu contava que era um roteiro sobre homens gays, me diziam para nem sonhar em fazer isso acontecer”. O autor ainda falou sobre como enxergou a adaptação moderna de seu conto: “Esse é o tipo de produção que espero que leve a conversa a diante e expanda as discussões mais necessárias. Eu quero que captem tudo da história, e absorvam o melhor para suas vidas”.

Carver por sua vez, falou sobre sua própria experiência no universo gay, e em Hollywood, relatando as dificuldades que já viveu devido à sua orientação. “Quando comecei no ramo da atuação, eu jamais pensei que esse tipo de oportunidade pudesse existir, ser parte de uma nova versão desta história, por exemplo. Eu vivi um momento neste mercado onde eu estava sofrendo, e sentia que estava escondendo boa parte de mim, e eu sabia de pessoas que estavam sofrendo também, e escondendo suas verdades. E eu acho que isso perpetua a omissão da verdade para a audiência mais jovem”.