Autor de The Walking Dead diz o que sentiu ao finalizar saga nos quadrinhos

Robert Kirkman
Robert Kirkman (Reprodução)

The Walking Dead é uma franquia que conquistou os fãs e chamou a atenção quase que imediatamente ao seu lançamento. Baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman, a série mãe, está se encaminhando para o final de sua décima temporada enquanto outros projetos oriundos dela estão em andamento, como um segundo spin-off na TV, e filmes.

Kirkman, autor das histórias em quadrinhos, revelou que teve uma verdadeira crise emocional quando decidiu dar um fim em sua história, em 2015. Segundo ele, inicialmente acreditou que aquele era de fato o momento ideal, mas jamais esperava que fosse doer tanto.

“Eu terminei The Walking Dead porque esse era o fim da história. A história estava programada para ser uma coisa certa, e cheguei a esse ponto e a encerrei”, disse Kirkman em entrevista ao The Drawl. “Tive a ideia de encerrá-la da maneira que fiz, sem contar a ninguém há cinco anos. Eu estava tipo, ‘Isso vai ser o melhor, isso vai ser tão bom. Isso vai surpreender as pessoas. Matar o livro será uma morte chocante, como matar um personagem do livro. Como você passa isso? Isso vai ser ótimo”, contou.

“Eu estava tão empolgado, anos de empolgação trabalhando até o fim. No minuto em que terminei o roteiro, fiquei tipo ‘O que eu fiz?’ Parecia que eu tinha deliberadamente matado um membro da família por acidente. Eu me senti horrível por semanas. Havia alguns dias em que eu andava pela casa como [desanimado]”, disse Kirkman.

“Minha esposa ficava tipo ‘está tudo bem?’ ‘Sim, estou bem, estou bem, não se preocupe comigo’. Mas essas páginas começam a aparecer e eu passei a pensar:  ‘Isso é legal, estou feliz que isso esteja dando certo’. E finalmente, quando as pessoas leram a história e não havia pessoas com forquilhas do lado de fora da minha casa, eu relaxei, respirei e pensei ‘Ok, ok. Isso é legal.’”, contou ele.