Autora de Orange Is The New Black fala sobre semelhanças de série com sua vida

A autora de Orange Is The New Black
A autora de Orange Is The New Black (Imagem: Divulgação)

A autora da série Orange Is the New Black, Piper Kerman, chegou a cumprir sentença em uma penitenciária federal após admitir ter praticado crime de lavagem de dinheiro, em 2004. Após sair da prisão, ela escreveu seu livro de memórias que mais tarde iria ganhar uma adaptação pela roteirista Jenji Kohan para a série homônima, se tornando assim o primeiro grande sucesso das plataformas de streaming.

A atriz Taylor Schilling, dá vida à personagem Piper Chapman, o nome que Piper Kerman recebeu na série de sucesso. Schilling faz uma presidiária branca, de origem privilegiada, que tem uma história de vida bastante interessante, assim conseguindo a atenção de milhares de telespectadores em todo o mundo.

Piper Chapman consegue sua liberdade condicional na sétima e última temporada da série, porém Kerman, que deu vida a toda essa história, volta voluntariamente à cadeia, para lecionar. Essa volta ao local de confinamento, ocorreu após ela se se mudar com seu marido, o escritor Larry Smith e com seu filho ainda pequeno para o estado de Ohio, nos Estados Unidos. 

Piper Kerman também chegou a relatar em um subcomitê da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos sobre a situação vivida pelas detentas americanas dentro do sistema prisional do país. Após o depoimento na Câmara, ela comentou sobre a série, mas especificamente, o seu final abordando temas como sexo, tragédia e até sobre um fundo criado pela produção, a fim de promover mudanças no sistema prisional.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Piper Kerman foi questionada se ela e Piper Chapman são muito parecidas, a ex-presidiária respondeu. “A série não é biográfica, felizmente. Há semelhanças demográficas. Sou basicamente uma mulher de classe média branca e portanto afortunada e favorecida no que tange a navegar o sistema de Justiça Criminal. Mas Piper Chapman é fruto da imaginação Jenji Kohan e de sua equipe de roteiristas, e da interpretação de Taylor. Uma das coisas que amo na série, e isso se aplica a muitos personagens, é que ela recusa a norma de que as personagens femininas precisam ser simpáticas ou afetivas.”

Amante das diversas formas de expressão cultural. Viciado em séries, e sempre por dentro das últimas novidades do cinema. Ama dramas e sempre tenta dar uma oportunidade para as fantasias, distopias e os longas de ação e terror.

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