Bernadette Beck diz que Riverdale presta desserviço à comunidade LGBTQI+; saiba motivo

Toni (Vanessa Morgan) em Riverdale
Toni (Vanessa Morgan) em Riverdale (Reprodução)

Recentemente a atriz Bernadette Beck, que interpreta a personagem Peaches N’ Cream em Riverdale, fez um apelo sobre a representatividade nos programas de televisão e citou como exemplo a própria série, devido ao desserviço que presta não dando uma personalidade natural aos negros, e reforçando estereótipos de violência.

Sua personagem, assim quase todos os negros ali são vistos como pessoas mal-encaradas, e que estão sempre prontas para a briga. A atriz que relatou já ter sido esquecida em cena por um diretor, explicou em entrevista a Entertainment Weekly que isso faz com que os atores não sejam conhecidos por seus trabalhos, e muitas vezes não sendo chamados para outros papéis senão o de ‘figurantes violentos’.

“Estou pensando apenas nas implicações a longo prazo. Se somos representados como improváveis ​​ou nossos personagens não são desenvolvidos ou se somos vistos como inimigos o tempo todo, isso afeta nossa personalidade pública. Que tipo de oportunidades estamos perdendo após a série?”, questionou.

Ela ainda questionou o fato de sua personagem reforçar negativamente outro estereótipo, o da bissexualidade ser uma forma de promiscuidade. Beck disse que quando participou dos testes, a The CW queria claramente uma atriz que fosse bissexual na vida real (algo que também fizeram nos testes para Batwoman), mas na trama sua personagem, que mal aparece, passou a fazer parte de um trisal, o que ela não gostou por ser algo hiper sexualizado.

“Quando você vê cenas com seu nome pensa ‘oba, vou poder aparecer’, mas quando li, e vi tudo organizado, a impressão era que minha personagem se apaixonaria por qualquer coisa que passasse em sua frente”. A atriz ainda usou sua conta pessoal no Instagram para pedir mais diversidade em Hollywood: “Fiquei em silêncio por muito tempo. Devemos nos reunir como um coletivo para responsabilizar Hollywood junto com nossos opressores sistêmicos”, escreveu.