Bolsonaro acusa Leonardo DiCaprio de crime ambiental contra a Amazônia

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Imagem: Reprodução/YouTube)

Em uma reviravolta digna de filme de Hollywood e na tentativa de distrair as atenções do público, Bolsonaro acusou publicamente o astro Leonardo DiCaprio de usar sua fortuna para cometer crimes ambientais contra a floresta amazônica.

Na saída do Palácio da Alvorada, ao conversar com alguns dos seus apoiadores, o presidente declarou: “DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tocar fogo na Amazônia?“. Os comentários foram feitos sem nenhuma base ou prova concreta, e obrigou o ator a se posicionar.

Em comunicado oficial enviado à The Associated Press, escreveu: “Mesmo sendo dignas de apoio, nós não financiamos as organizações acusadas. O futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo e tenho orgulho de estar ao lado dos grupos que os protegem“. Leonardo de fato prometeu doar 5 milhões para ajudar a proteger a Amazônia dos incêndios florestais que têm assolado a região desde agosto desse ano.

As críticas de Bolsonaro tomaram força depois que a central de duas ONGs localizadas no estado do Pará foram alvo de investigação há alguns dias. A polícia prendeu 4 bombeiros voluntários acusados de começar incêndios para obter apoio financeiro de doadores. Os acusados negaram o crime e foram liberados pelo juiz.

A guerra continua enquanto o governo nega a óbvia catástrofe ambiental que ocorre no Brasil – e no mundo – e insiste em usar áreas protegidas por lei como pasto para gado em nome do “desenvolvimento econômico”.

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O ator Nikolaj Coster-Waldau, que interpretou o eterno Sir. Jamie Lannister na produção baseada na obra de George R. R. Martin, esteve no lado peruano da Amazônia em nome do PNUD, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, do qual serve como embaixador, para acompanhar de perto as causas e consequências das queimadas.

“[…] os incêndios da Amazônia e o desmatamento são de uma complexidade incrível, cujo cerne é a desigualdade social. Visitei comunidades indígenas e pude compreender o dilema que enfrentam: eles são agricultores. Eles precisam cultivar, não para obter grandes lucros, mas apenas para alimentar suas famílias”, declarou.