Rami Malek (Divulgação)

O ator de origem egípcia Rami Malek foi anunciado como o vilão do novo Bond 25 já há algum tempo, porém somente agora o ator revelou algumas das suas preocupações e exigências antes de aceitar o papel. Em entrevista ao The Daily Mirror, Malek confirma que fez de tudo para fugir de estereótipos.

Desde os atentados de 11 de setembro, inúmeras produções, tanto americanas quando britânicas, usaram e abusaram de fundamentalistas religiosos de origem árabe que cometem atos terroristas como vilões. As séries “Homeland” e “Jack Ryan” são grandes exemplos. Por essa razão, Malek foi categórico ao afirmar que somente aceitaria integrar o elenco do novo Bond se o seu personagem fosse livre desse tipo de conexões. “Eu disse ‘Nós não podemos identificá-lo com nenhum ato de terrorismo que reflita ideologia ou religião. Isso não é algo que eu aceitaria, então se é isso que vocês tem em mente já podem me considerar fora [do projeto]‘”, explicou ele. Felizmente, esse não era o caso. “Ele é um tipo bem diferente de terrorista. É outro roteiro extremamente inteligente escrito por pessoas que sabem o que o público quer desses filmes“.

Escolha

Supostamente, esse foi o motivo que levou à demissão de Danny Boyle como diretor. Sua visão para o inimigo de 007 no novo capítulo da franquia teria sido rejeitada por Daniel Craig e pelos produtores, e o britânico foi então substituído por Cary Fukunaga. Na nova aventura, Bond encontrará um velho amigo que precisa de ajuda para resgatar um importante cientista que foi sequestrado. Baseado nessa informação, pode-se imaginar que o personagem de Malek esteja planejando algum tipo de ameaça biológica. Tudo será revelado quando o filme chegar aos cinemas em abril de 2020.

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