Brad Pitt revela decepção com “Tróia”, o que quase o fez desistir da carreira

Brad Pitt e Leonardo DiCaprio em “Era uma Vez em… Hollywood” (Imagem: Divulgação)

Brad Pitt pôde ser visto esse ano em “Era uma Vez em… Hollywood”, filme de Quentin Tarantino, com quem ele já trabalhou em “Bastardos Inglórios”. O astro é reconhecido por suas atuações em grandes produções do cinema, como “Thelma e Louise” (1991), “Entrevista com o Vampiro” (1994), “Os Doze Macacos” (1995), “Clube da Luta” (1999), “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), “O Homem que Mudou o Jogo” (2011), “12 Anos de Escravidão” (2013) e “A Grande Aposta” (2015).

Em entrevista ao The New York Times, o ator revelou que não ficou satisfeito com “Tróia”, um dos maiores sucessos comerciais da sua carreira, e que isso o quase o fez desistir da carreira, e que acabou moldando suas escolhas no cinema depois disso.

“Foi realmente uma reviravolta (para minha carreira) em ‘Troia’. Fiquei decepcionado com isso”, contou. O ator revela que teve que atuar no longa por causa de um contrato, algo que ele já havia combinado com o estúdio. “Eu tive que fazer ‘Troia’ porque – acho que posso falar isso agora – eu saí de outro filme e depois tive que fazer algo pelo estúdio. Então fui colocado em ‘Troia'”.

Depois dessa experiência, Pitt avaliou melhor a forma como lidava com sua carreira. “Não foi doloroso, mas percebi que a maneira como o filme estava sendo contado não era como eu queria que fosse. Eu cometi meus próprios erros”, disse.

Brad Pitt explica: “O que eu estou tentando dizer sobre ‘Troia’? Não consegui sair do meio do quadro. Isso estava me deixando louco. Eu me tornei mimado trabalhando com David Fincher [diretor de Clube da Luta]. Wolfgang Petersen não é de menos importância. ‘Das Boot’ é um dos melhores filmes de todos os tempos. Mas em algum lugar, ‘Troia’ se tornou uma coisa tipo comercial. Cada tiro foi como, aqui está o herói! Não havia mistério.” E completa: “Então, naquela época, tomei a decisão de investir em histórias de qualidade, por falta de termo melhor. Foi uma mudança distinta que levou à próxima década de filmes”, conta.

“Tróia” não é o único trabalho do currículo de Pitt que o decepcionou. Ele ganhou uma indicação ao Oscar por sua atuação em “Os 12 Macacos”, mas isso não garantiu sua satisfação com sua próprio desempenho. “Eu acertei em cheio na primeira meta de ‘Os 12 Macacos’. Eu entendi errado a segunda metade. Essa performance me incomodou porque havia uma armadilha no roteiro. Não é culpa do roteirista, mas era algo que eu não conseguia decifrar. Eu sabia que na segunda metade do filme eu estava interpretando o truque do que era real na primeira metade – até a última cena – e isso me incomodou”, explicou o ator.

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), apaixonada por literatura, cartas e pela magia do cinema. Escritora de histórias e trajetos dos amores.

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