Bryce Dallas Howard critica Histórias Cruzadas, filme que ela estrelou; saiba o motivo

Octavia Spencer e Viola Davis em Histórias Cruzadas
Octavia Spencer e Viola Davis em Histórias Cruzadas (Divulgação)

O filme Histórias Cruzadas estreou na Netflix americana na semana passada, e se tornou o filme mais visto meio a protestos antirracistas devido à morte de George Floyd. A controvérsia se deu justamente pelo filme que fala sobre mulheres negras, contar com um herói branco, algo que os críticos fizeram questão de ressaltar, inclusive uma das estrelas do longa, a atriz Bryce Dallas Howard.

A atriz que interpreta a personagem Hillary, fez um post no Facebook para dizer que talvez este não seja o melhor momento para assistir ao longa. “Ouvi dizer que Histórias Cruzadas é o filme mais visto da Netflix neste momento. Sou muito grata pelas amizades excelentes que surgiram desse filme – nosso vínculo é algo que aprecio profundamente e que durará a vida inteira”, começou ela.

“Dito isto, Histórias Cruzadas é uma história fictícia contada sob a perspectiva de um personagem branco e foi criada por contadores de histórias predominantemente brancos. Todos nós podemos ir além disso”.

“As histórias são uma porta de entrada para a empatia e as maiores catalisadoras para a ação. Se você está procurando maneiras de aprender sobre o Movimento dos Direitos Civis, linchamentos, segregação, Jim Crow e todas as maneiras pelas quais essas pessoas nos impactam hoje, aqui estão alguns filmes e programas poderosos, essenciais e magistrais que mostram as vidas negras, histórias, criadores e/ ou artistas”, continuou.

Howard listou filmes e séries mais adequados como A 13ª Emenda, Eyes On The Prize, Olhos Que Condenam, Watchmen, Luta Por Justiça, Eu Não Sou Seu Negro. Ela, no entanto, não foi a única do elenco a criticar o filme.

“Acabei de sentir que, no final do dia, não eram as vozes das criadas que eram ouvidas”, disse Viola Davis ao The New York Times em 2018. Vale lembrar que a atriz foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por sua personagem.  “Conheço Aibileen. Eu conheço Minny. Eles são minha avó. Eles são minha mãe. E sei que, se você faz um filme em que toda a premissa é saber como era trabalhar para pessoas brancas e criar crianças em 1963, eu gostaria de saber como era isso realmente, como aquelas pessoas se sentiriam sobre isso. Eu nunca vi isso no decorrer do filme”, disse ela.

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