Carla Diaz como Suzane Von Richthofen em A Menina Que Matou os Pais (Foto: Divulgação)
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Em Abril chegará aos cinemas os filmes A Menina Que Matou os Pais e O Menino Que Matou os Pais. Cada longa metragem contará a história da morte do casal Von Richthofen de um ponto de vista diferente, um pelo ponto de vista de Suzane Von Richthofen e outro do ponto de vista dos irmãos Cravinhos. Quem interpreta Suzane no filme é Carla Diaz, e a atriz de uma entrevista para a Quem onde falou um pouco de seu trabalho no filme e importância de se abordar assuntos com esse crime que abalou o Brasil.

Carla Diaz falou: “O caso da Suzane foi super divulgado porque ela estava fora dos padrões. Isso chamou a atenção do nosso país. Mas no mesmo dia que aconteceu o caso dela, aconteceram mais três parricídios em São Paulo. Infelizmente é uma história muito triste que vem se repetindo. E por que não ser contada?”.

A atriz acrescentou: “É um caso que chocou o Brasil, me chocou também como mulher, como filha, como ser humano. É inimaginável um caso desses, me pergunto até hoje por quê. Por que ninguém entende porque alguém faz isso. Mas acho que a reflexão é exatamente essa: tentar saber o que passa na cabeça do ser humano, o que leva um ser humano a fazer isso e o que nós, como sociedade, podemos fazer para mudar, porque parricídios (ato de uma pessoa matar seu próprio pai) acontecem todos os dias, só que nem sempre a imprensa divulga”.

Sobre o caso de Suzane ela disse: “Por que não debater um assunto que é tão importante para uma sociedade? Importante no sentido de ser questionado. Por que acontecem casos assim? Acho que a arte está aí para debater qualquer tipo de assunto. Como entender? Como fazer alguém aceitar o inaceitável? O caso vai ser contado como ele foi”.

E finalizou: “A gente ligava a televisão e o assassinato estava lá. O caso foi muito repercutido, só que gerou também muita fake news. Quem conta um conto aumenta um ponto. E acho que isso acontece com todos os tipos de história, principalmente com as histórias que estão em alta, sendo discutidas. Mas os dois filmes abordam a história baseada nos autos do processo, com muitos detalhes que talvez as pessoas não conheçam”.

Os dois filmes estão previstos para estrear no dia 2 de abril e tem direção de Mauricio Eça. Os longa metragens são baseados em fatos reais do crime que aconteceu em 31 de outubro 2002.

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