CEO do Cinemark revela previsão de quando cinemas devem retomar o ritmo normal

Mark Zoradi
Mark Zoradi (Reprodução/ Facebook)

O impacto da pandemia de coronavírus, e da subsequente crise econômica causada pelo Covid-19, não deve ser amenizado antes de 2022, é o que acredita Mark Zoradi, CEO da rede Cinemark.

De acordo com o executivo, o “ritmo normal” das arrecadações deve se manter baixo mesmo com as reaberturas graduais das salas de cinema nos próximos meses.

Além do trabalho de atrair o público de volta às salas, algo difícil numa realidade de distanciamento social, as redes de cinema são apenas a ponta da indústria cinematográfica. A pandemia também atingiu severamente os estúdios que paralisaram diversas novas produções.

“Os estúdios tiveram que se adaptar, e mudar datas de lançamento. Não tem a ver especificamente com a distribuição, e sim com a produção”, disse Zoradi, que acrescentou: “Devemos ter uma boa recuperação no ano que vem, mas ainda não será um retorno ao normal”.

O executivo salientou as necessidades de repensar as redes de cinema para que se adaptem à nova realidade: A responsabilidade de criar um ambiente seguro, em que as pessoas se sintam confortáveis para ir ao cinema, é nossa”, garantiu.

Zoradi acredita que uma das saídas para chamar a atenção do público para retornar as salas no mundo pós-coronavírus é reformatar os lançamentos. “É possível que os longas tenham menos bilheteria por fim de semana, mas fiquem muito mais tempo em cartaz”, disse Sean Gamble, diretor financeiro da Cinemark.

Outra coisa que deve mudar é a janela entre a saída dos filmes nos cinemas para a chegada as plataformas de streaming. De acordo com o executivo, o hiato de 74 dias entre deve sofrer alterações depois que a pandemia chegar ao fim.

Prejuízo milionário

Na última terça-feira (22), a rede Cinemark divulgou um relatório que mostra o impacto financeiro que apresenta um prejuízo milionário, que tem acometido a empresa desde o mês de março.

A companhia registrou até agora perda trimestral de 59, 6 milhões de dólares, US$ 0,51 por ação, em comparação com o lucro de 32, 7 milhões de dólares do período anterior. Uma queda de  24% , na receita, de 714, 7 milhões para 543, 6 milhões.