Charlize Theron foi obrigada a treinar mais que homens para filme Uma Saída de Mestre

Charlize Theron (Imagem: Divulgação)

Cherlize Theron é a estrela de The Old Guard, novo filme de ação da Netflix, e fez uma participação nesta sexta-feira, 24 de julho, a Comic Con at Home, versão online da feira de eventos que geralmente acontece em San Diego. Por lá, a estrela falou sobre os filmes de ação e como as mulheres passaram a ganhar representatividade no gênero com o passar dos anos, algo que demorou a acontecer segundo ela. A própria ainda relatou ter passado por uma situação de desigualdade quando aceitou fazer parte de Uma Saída de Mestre (2003).

“Agora sabemos que não podemos mais nos esconder atrás da ignorância. O público adora esses filmes. Eles adoram como agora estamos contando essas narrativas com as mulheres nos papéis centrais. Uma Saída de Mestre (The Italian Job) foi uma grande experiência no sentido de que percebi que ainda havia muito equívoco em torno das mulheres do gênero ação”, disse ela. “Houve um processo muito injusto que passei com isso. Eu era a única mulher com um monte de caras, e eu me lembro vividamente de receber o cronograma de nossa pré-produção e eles tinham me agendado para seis semanas a mais de treinamento pesado do que qualquer um dos caras. Foi muito insultante. Mas também foi uma coisa que colocou um fogo real sob minha bunda”, disparou.

Ela continuou dizendo que como parecia que a direção acreditava menos nela do que em qualquer homem, ela tentou dar o seu máximo: “Eu fiz questão de superar todos esses caras. Lembro-me nitidamente de Mark Wahlberg no meio de uma de nossas sessões de treinamento, parando e vomitando porque ele estava muito enjoado de tanto fazer um 360”, revelou a loira, que já fez diversos filmes de ação como Mad Max, Atomic Blonde, e Hancock.

“Para mim, quando falamos de representação, não é apenas apresentação racial e cultural, mas representação feminina. Eu sentia falta de ver mulheres lutando no cinema. Havia um medo árido de colocar uma mulher em circunstâncias onde ela poderia não brilhar. Podemos ser muitas coisas e nossa força vem de nossos defeitos e nossos erros. Eu não sou uma heroína. Não me relaciono com heróis. As pessoas que me inspiram são pessoas que não se veem como heróis.”