Chefão da Netflix revela qual é o novo objetivo da empresa

Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix
Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix (Reprodução)

Ted Sarandos é o grande nome por trás da Netflix. Atual CEO da marca, até pouco tempo ele assinava como responsável pela programação do streaming, e de acordo com uma nova entrevista para a revista Variety, ele quer que a empresa alcance novos patamares. Atualmente, a plataforma conta com aproximadamente 193 milhões de assinantes em todo o mundo e viu seu negócio se modificar com a chegada de concorrentes de peso como a Amazon Prime Vídeo, Disney+, HBO Max, e outros players que por enquanto estão restritos ao território norte-americano. 

A Netflix estourou no cenário da programação original em 2013 com uma lista inicial que incluía House of Cards e Orange Is the New Black, série que foram sucesso de crítica e público e garantiram várias temporadas. Agora que desenvolveu um canal robusto de conteúdo original, a empresa está buscando se aprofundar nos mercados fora dos Estados Unidos com originais no idioma local feitos para atrair assinantes em todo o mundo.

Mas pelo visto, Sarandos não quer fazer apenas séries, e filmes, e sim se aprofundar numa área em que sua companhia ainda está engatinhando: a animação. De acordo com Sarandos, a única maneira que ele acredita que pode fazer isso acontecer de forma rápida, é delegando trabalho. 

“Nossa ambição de animação agora não é apenas avançar e ser tão grande quanto alguém que está fazendo isso hoje – estamos no caminho de lançar seis filmes de animação por ano, o que nenhum grande estúdio já fez, além de uma lista muito saudável de séries animadas”, diz Sarandos. “A maneira como pensamos sobre essas coisas não é dizer: ‘Bem, como fazemos como outra pessoa fez?’ Porque ninguém nunca realmente fez a maioria dessas funções na escala que estamos fazendo, e a única maneira de fazer isso é ter uma equipe realmente confiável, que tomará decisões, as levará a sério e as assumirá”, disse ele que afirmou que hoje em dia não consegue controlar tudo como antes, e diz que tem saudade de quando conseguia ler cada roteiro de um novo projeto.