Chefão da WarnerMedia critica Amazon por ‘boicotar’ HBO Max em seus aparelhos; entenda

Jason Kilar, CEO da WarnerMedia
Jason Kilar, CEO da WarnerMedia (Reprodução/ Youtube)

Um dos chefões da WarnerMedia, que comanda a HBO Max criticou publicamente a Amazon por não ter colocado o aplicativo em seus aparelhos de mídia, chamados Fire. Os Fire como Fire Stick são dispositivos que conectados à TV do consumidor, gera um central de mídia com diversos aplicativos como Prime Video, Netflix, Hulu entre outros. Estes aplicativos já arquitetados para a TV são instalados diretamente pelos desenvolvedores do produto, cabendo ao cliente, se quiser instalar novos (com algumas dificuldades técnicas). Em entrevista à Bloomberg, Jason Kilar, revelou descontentamento com a Amazon por este motivo, e disparou que a empresa não está verdadeiramente interessada na experiência benéfica do consumidor.

“Se a Amazon estivesse realmente focada apenas nos consumidores com seus dispositivos Fire, a HBO Max estaria nos dispositivos Fire. O consumidor quer”, disse ele que questionado sobre o que poderia fazer a respeito, simplesmente disse “Podemos ligar para Seattle” (onde se encontra atualmente a sede da Amazon). Mas essa não foi a única declaração dele durante a entrevista. Ele disparou que a maioria dos donos de streaming atualmente, visam a si próprios, e não em como trazer benefícios ao cliente.

“Quando as economias e setores estão assentados sobre uma base digital, o que tende a acontecer é a concentração de empresas de sucesso diferente de tudo o que a história já viu. Temos menos empresas, mas empresas maiores”, disse ele. “Acho que você acertou em cheio quando disse que algumas empresas estão confundindo seus interesses com declarações sobre o foco no consumidor. O que você vê é muita tomada de decisão no interesse da empresa, em vez de respirar e focar no consumidor”. Kilar ainda explicou que não se preocupará com a falta de seu streaming nos aparelhos da Amazon pois à medida que a HBO Max crescer, outras oportunidades se abrirão em termos de hardware, como Google Chromecast, AppleTV, entre outros.

Ele ainda deu sua visão sobre como o consumidor no futuro pode estar cercado por diferentes serviços de streaming: “Dê uma olhada nos últimos 40 a 50 anos na mídia e irei me concentrar nos Estados Unidos. Houve uma explosão de ofertas de conteúdo: de três e quatro canais para 800 em termos de TV paga. E, no entanto, o que você vê é que existem quatro realmente grandes – talvez cinco ou seis – que respondem por grande parte do valor [de receita publicitária]. Eu acho que você verá a mesma coisa acontecer aqui. Haverá mais de 800 serviços de streaming. Haverá milhares. Mas haverá cinco ou seis, talvez um pouco menos ou mais, que serão responsáveis ​​pela maior parte do mind share”.