Chefões da Warner batem o martelo para banir certas cenas de suas séries pós COVID-19

Susan Rover, e Brett Paul, presidentes da Warner Bros. Television
Susan Rover, e Brett Paul, presidentes da Warner Bros. Television (montagem com fotos de divulgação)

Os presidentes da Warner Bros. Television, Susan Rovner e Brett Paul, fizeram uma teleconferência na última quarta-feira, 27 de abril, para compartilhar informações sobre o pensamento atual do estúdio sobre a produção, depois de semanas de paralisações devido à pandemia do coronavírus. A teleconferência contou com a participação dos showrunners, produtores executivos, além de pessoas de empresas de produção com as quais a gigante tem acordo.

“Estamos todos trabalhando o máximo que podemos para que, quando pudermos voltar ao trabalho, todos estejamos prontos”, disse Paul, de acordo com a fonte ouvida pelo site da revista Variety. Enquanto alguns estados americanos, e outros polos de produção ensaiam uma reabertura dos estúdios, a Warner mantém o pé firme sobre não ter criado um cronograma que possibilite uma retomada.

O que mais chamou a atenção no entanto foi a forma como a empresa está lidando com os enredos de seus programas, que incluem toda a gama de séries da CW (Riverdale, Supernatural, Supergirl, The Flash, Legends Of Tomorrow, Katy Keene, etc), HBO Max (Lanterna Verde, Gossip Girl, entre outros), e até Netflix (O Mundo Sombrio de Sabrina). Segundo o site, foi dito em reunião que cenas de amor podem ser banidas dos roteiros, porque os atores não querem estar em contato próximo uns com os outros. O mesmo acontece com as cenas de luta que além de acrobacias que desrespeitam as regras do distanciamento, precisam de inúmeras horas de ensaios e treinos.

“A produção é a força vital da Warner Brothers, e é nossa prioridade voltar à produção o mais rápido possível, mas, sem dúvida, o fator mais importante em todo esse processo é a segurança”, disse Rovner. Ela acrescentou que como cada estado e cada país possui uma regra específica para filmagens, que caso o mercado fosse reaberto, fossem contratados diretores locais, evitando o deslocamento de equipes, e limitar a quantidade de atores convidados.