China promete boicote a live-action de Mulan e preocupa Disney

Live Action de Mulan
Live Action de Mulan (Divulgação)

Marcado para estrear nos cinemas de todo o mundo no dia 27 de março, o live-action de Mulan está chamando a atenção de todos, e principalmente dos executivos da Disney que temem que o filme seja um fracasso nas bilheterias. Os longas em live-action já vêm sendo criticados há algum tempo por não adicionarem nada novo às histórias, e fazerem com que a Casa do Mickey Mouse lucre apenas com a nostalgia das pessoas ao verem seus clássicos preferidos, porém Mulan parecia quebrar isso.

Primeiro live-action da Disney a receber classificação para maiores de 13 anos, o filme de acordo com seu diretor, Niki Caro, será fiel ao conto clássico, e com apenas alguns elementos do desenho animado de 1998. O próprio já havia dito anteriormente em entrevista que o filme não seria um musical, como outros que o estúdio tem feito, focando maior parte do tempo de tela na guerra épica chinesa.

Mas por que um filme que parece ir na contramão das críticas poderia ser um fracasso? Simples. No meio do ano passado, Liu Yifei, atriz que interpreta a personagem título compartilhou um post patrocinado pelo Estado, dizendo: “Eu também apoio a polícia de Hong Kong”. Hong Kong já é palco de diversos protestos políticos, e a publicação da atriz fez com que a mira dos protestos se virasse contra ela, e consequentemente contra o filme. Surgiu um movimento de boicote ao filme chamado #BoycottMulan. Acreditou-se que tudo não passava de uma fúria momentânea, mas não é bem assim.

Agora, meses após o ocorrido, um comercial de TV chinês, anunciou que a cada 3 pessoas, 1 aderiu ao boicote, levando a crer que não há uma desaceleração do movimento. A Disney ainda não fez nenhum movimento para aumentar a divulgação local ou tentar conquistar os espectadores chineses, mas segundo o site Collider, tudo para os executivos é extremamente incômodo já que eles atenderam aos pedidos para evitar o branqueamento das pessoas em seus filmes, abrindo o leque para a representatividade oriental, e foram pegos de surpresa por sua principal estrela envolvida numa confusão política que pode respingar em suas bilheterias, ainda mais que o coronavírus, que fez com que diversas salas de cinema no país fossem fechadas.

 

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