Chris Colfer escreve carta aberta e relata viver pesadelo com a morte de Naya Rivera

Naya Rivera, Chris Colfer e Heather Morris
Naya Rivera, Chris Colfer e Heather Morris (Reprodução/ Instagram)

Um dos atores de Glee, que até então se mantinha calado sobre a morte da colega Naya Rivera, cujo corpo foi encontrado no dia 13 de julho, no lago Piru na Califórnia, resolveu se manifestar Chris Colfer, que interpretou Kurt fez uma emocionante homenagem para a atriz e cantora refletindo se ela era real ou parte de um sonho.

“Como pode um ser humano ser tão talentoso, tão hilário e belo ao mesmo tempo? Como uma pessoa pode ser responsável por tanta alegria e ser objeto de tantas lembranças maravilhosas” ele escreveu em o ator para a revista Variety revelando que Rivera era uma das pessoas mais engraçadas que ele conheceu.

Ele continuou: “Às vezes, eu me perdia tanto na performance de Naya que esquecia que estava em cena com ela. Mesmo quando sua personagem estava rasgando a minha em pedaços, eu não pude deixar de respeitar o quão brilhantemente ela fazia aqueles insultos”, disse ele. Santana, personagem de Rivera era conhecida por ser extremamente dura com as pessoas, inclusive jogando na cara delas verdades incômodas que elas não costumavam suportar.

Colter relembrou que nos dias de filmagem era comum ver a atriz do lado de fora do estúdio fumando um cigarro e vestida com o figurino vermelho de líder de torcida de Santana. “Ela levantava um copo invisível e dizia: ‘Ser modelo!’ ou ‘Cidade dos sonhos, hein?’”, escreveu ele que se lembrou com carinho de um dia de estafa física e mental que a atriz o fez rir.

O ator havia cantado e dançado por 18 horas, e estava numa discussão acalorada com o diretor da série, quando Rivera interrompeu dizendo: “É um momento ruim para dizer a alguém que o DVD do meu trailer (camarim) não está funcionando?”. Ele escreveu que o sonho de Rivera era ser mãe, o que se tornou realidade quando ela deu as boas-vindas ao filho Josey em 2015.

“Era como se um pedaço de Naya desaparecido finalmente tivesse chegado”, escreveu ele. “A conexão deles era magnética, o carinho deles era radiante e eu nunca vi uma pessoa parecer mais feliz do que quando Naya quando teve seu garotinho”, continuou ele, que disse que chegou a procura-la para se aconselhar, e com isso há um enorme vazio: “Ter um amigo como ela, mesmo que brevemente, é ser abençoado além da crença. Ela é um exemplo brilhante do impacto que uma pessoa pode ter quando vive sem medo. Sua perda é um lembrete trágico para comemorar cada momento que pudermos com as pessoas que amamos, porque a única coisa que sabemos com certeza sobre a vida é o quão frágil ela pode ser”, concluiu ele.