Chris Evans conta que temeu sucesso e revela como lida com ele atualmente

Chris Evans
Chris Evans (Divulgação)

Chris Evans vestiu um manto de herói no cinema pela primeira vez em Quarteto Fantástico, interpretando o Tocha Humana lá nos anos 2000, mas foi como Capitão América que o ator passou a fazer parte de uma lista de atores mais bem quistos no mercado. Mas fazer parte disso não fez ele mudar seus pensamentos, é o que ele garantiu em uma entrevista para a revista Style.

Para Evans, que começou a atuar no ensino médio, o sucesso deve se manter separado do trabalho, e ser encarado apenas como consequência do mesmo, o que ele revela que nem todos os seus colegas conseguem.

“Você não pode permitir que seu sucesso defina sua identidade ou felicidade. Você tem que manter isso separado. Todo ator que está lutando no começo lhe dirá o quão imprevisível é o negócio, e você nunca sabe se receberá uma ligação ou se é tão bom quanto espera”, começou.

“Existem muitos atores muito talentosos por aí que não conseguem [sucesso]. É um tipo de mundo muito frágil. Mas há algo viciante em atuar. Quando você entra, realmente, não há sentimento melhor do que isso. Você se sente com tanta pressa quando sabe que deu um bom desempenho que atende às suas expectativas. É isso que faz você continuar”, explicou ele, que disse não se envergonhar de seus papéis do passado, e nem se apegar aos papéis acreditando que eles vão fazer diferença no futuro.

“Meu trabalho não é para a ideia. Eu faço e libero. Portanto, a ideia disso, no futuro, ou o reflexo disso no passado, não é relevante para mim. Na minha opinião, não é apenas uma perda de tempo, mas é indulgente porque é a coisa errada que devemos cultivar à medida que crescemos. Encoraja o ego e, para não ficar teológico demais, mas, até certo ponto, a paisagem complicada da atuação é que ela realmente tenta o ego, acreditar que você é algo mais do que é, ou que, de alguma forma, seu trabalho é relevante em uma capacidade além dos pensamentos em sua cabeça”. Na mesma entrevista, ele revelou que seu herói favorito da infância não era o Capitão América, e sim o Homem-Aranha.