Chris Evans revela que quase desistiu de ser Capitão América por problema psicológico

Chris Evans (Imagem: Divulgação)

Forte candidato ao Emmy por seu trabalho na minissérie Defending Jacob, da Apple TV+, Chris Evans quase desistiu de seu trabalho mais popular no cinema há alguns anos, o Capitão América. O ator, que já teve algumas crises de ansiedade que atrapalharam sua carreira contou em um podcast do site The Hollywood Reporter que por muito pouco não boicotou a oportunidade de integrar o time dos Vingadores.

Antes de vestir o manto azul, Evans já havia interpretado outro herói oriundo das páginas de quadrinhos da Marvel, o Tocha Humana no filme O Quarteto Fantástico, feito pela Fox em meados dos anos 2000. “Isso foi quando a coisa de super-heróis estava começando a decolar. Eu tinha disso dispensado de outro papel e precisava”, disse ele.

O ator contou que quando a série em que ele trabalhava, na Fox, Opposite Sex não deu certo ficando no ar por muito pouco tempo, ele passou a aceitar todos os papéis que eram oferecidos, ainda que a maioria dele utilizasse apenas seu físico, e não seu potencial como ator. “Existe um momento que você para e pensa: Cara, eu nunca vou conseguir fazer um bom filme’. Eu me perguntava quantas chances na vida eu teria, e quando”.

Evans conta que estava no meio das filmagens de Código de Honra (2010), quando começou a ter cada vez mais crises de pânico. “Eu realmente comecei a pensar: ‘Não tenho certeza se essa é a coisa certa para mim, não tenho certeza se estou me sentindo tão saudável quanto deveria”, foi quando a Marvel entrou em contato o chamando para fazer testes para interpretar o Capitão América. Segundo ele, estava tão debilitado, que tinha medo de isso desgastá-lo tanto emocionalmente, que ele não conseguisse segurar a onda, e com isso passou a fugir dos testes.

Os produtores acreditaram que o ator estava negando a proposta por causa do alto número de filmes, e trataram de dizer que o contrato envolvia seis filmes (ao invés de dez planejados anteriormente), e aumentaram o cachê, mas nem isso fez o ator topar fazer os testes. Ele então resolveu conversar com Robert Downey Jr., já que eles tinham o mesmo agente, e até o mesmo terapeuta. O veterano o aconselhou a não tomar decisões com base no medo, e ele resolveu ir conversar com o chefão da Marvel Studios, Kevin Feige.

“Foi a melhor decisão que já tomei, e realmente devo isso a Kevin Feige por ser persistente e me ajudar a evitar um erro gigante. Para ser sincero, todas as coisas que eu temia nunca foram concretizadas. Eu me apaixonei por Steve Rogers bem rápido. Foi legal ter Chris Hemsworth por perto, porque ele estava passando por isso também. Downey, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo e Jeremy Renner já tiravam isso de letra, Hemsworth e eu éramos novos nisso e também tínhamos feito [filmes] independentes, então acho que compartilhamos nossa ansiedade, e pelo menos isso o tornou um pouco mais reconfortante”, relatou ele agradecendo aos colegas por todo o apoio.