Confirmado: Green Book é um filme feito para a terceira idade branca

Jonathan King, produtor-executivo de Green Book – O Guia, filme vencedor do Oscar 2019 de Melhor Filme, confirmou a (nada surpreendente) notícia que o longa dirigido por Peter Farrelly é totalmente voltado para um público de idade avançada e raça branca.

 

 

Palavras de Jonathan King:

 

“O público para esse tipo de filme é, em grande parte, de idade avançada e, na sua maioria, da raça branca. Se você acredita que a terceira idade banca não precisa ser ensinada a ser menos racista na atualidade porque esse é um problema do passado, olhe ao seu redor, pois eles precisam. De vez em quando, é preciso fazer um filme voltado para as pessoas mais velhas e brancas.”

King fez a declaração durante um painel sobre diversidade e inclusão na abertura da Milken Global Conference. E aparecem depois do filme receber não poucas críticas, polêmicas e até algumas acusações sobre a perspectiva e o ponto de vista de sua história onde, para muitos, o homem branco personificado por Viggo Mortensen, parece ser o grande salvador do seu companheiro de viagem da raça negra.

King aparenta que sempre foi consciente que as críticas poderiam chegar a qualquer momento, e se escora nas naturas opostas dos protagonistas de Green Book para justificar as decisões narrativas.

“Vão nos criticar por causa da casualidade do diretor do filme ser um cara branco? Sim, podem nos criticar por isso. Nenhum diretor representaria as vidas e as experiências vividas por esses dois personagens principais, porque eles procediam de pontos de vista radicalmente diferentes.”

A co-diretora executiva da Bad Robot, Katie McGrath, também estava presente no painel, e respondeu ao produtor, se posicionando a respeito e argumentando que histórias como a de Green Book devem ser contadas de forma mais frequente, mas a partir do ponto de vista do protagonista negro.

“Essas histórias devem ser contatas enquanto também contamos histórias com protagonistas negros. Precisamos abrir um espaço em nossa indústria para contar histórias que se centram em pessoas que não tiveram a oportunidade de ter as suas perspectivas conduzindo a narrativa.”

Polêmica servida. E Infiltrado na Klan é cada vez mais injustiçado.

 

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