Coringa (Imagem: Divulgação)

À medida que os filmes de super-heróis se tornaram um fenômeno mainstream e inundaram a cultura pop tornando Marvel e DC verdadeiras marcas que movem a indústria de entretenimento, também se tornou notória lucratividade dos filmes desse novo gênero. Coringa, filme solo do principal adversário do Batman, é agora a nova amostra dessa lucratividade.

A obra teve um valor de produção em cerca de US$ 55 milhões de dólares, e embora o valor, à primeira vista, pareça alto, em termos hollywoodianos essa quantia foi à mesma destinada ao cachê de Robert Downey Junior em Capitão América: Guerra Civil, porém seu lucro já ultrapassou há muito tempo esse valor e está próximo de atingir a marca de um bilhão de dólares em receita. O que mais uma vez prova que nem sempre uma obra precisa de um alto valor de produção para ter um retorno alto.

Porém, no caso de “Coringa” o que torna o feito ainda mais relevante, já que analistas agora apontam que o lucro do filme dirigido por Todd Philipps ultrapasse o de Vingadores Ultimato, que custou à Disney dez vezes mais do que o valor pago pela Warner, é o fato do filme do vilão número um da DC ainda não ter feito uma estreia na China, um mercado de literalmente bilhões de pessoas que a cada ano torna-se mais importante, não apenas para Hollywood, como para assegurar que a onda de filmes de super-heróis se mantenha.

Outro fator que ajudou o filme protagonizado por Joaquim Phoenix em atingir o estrondoso sucesso que conseguiu, além do próprio reconhecimento que o ator ganhou no papel, está na natureza do filme. Uma obra polemista, que ousa levar os super-heróis ao mundo dos adultos como nenhum outro trabalho anterior, Coringa apresenta um estudo de personagem na pessoa de Phoenix, combinada com uma visão aguçada de seu diretor – que não nega as influências recolhidas do cinema de Martin Scorsese.

Todavia, como as recentes opiniões de outras personalidades do cinema, entre elas o próprio Martin Scorsese, que classificam os filmes de super-heróis como “Parques de diversões” sugere que o gosto por este gênero não é unanimidade em Hollywood. Resta saber se o gênero é capaz de se reinventar e se manter relevante.

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