Criador de Black Mirror dá notícia nada animadora sobre sexta temporada

Miley Cirus em cena de Black Mirror (Reprodução)

Sempre que Black Mirror estreia na Netflix causa uma comoção entre os fãs. A série que nasceu na TV britânica em 2011 e passou a ser produzida pelo streaming a partir da terceira temporada, não deve presentear o público com uma nova leva de episódios tão cedo, pelo menos foi o que disse Charlie Brooker, o criador do programa.

Em entrevista à Radio Times, ele foi questionado sobre a nova temporada e quando ela chegará e respondeu que não tem certeza se a sociedade vai aguentar todo o pavor existencial do programa de ficção científica após o tormento vivido pela pandemia por conta do coronavírus.

“Eu tenho estado ocupado fazendo coisas. Não sei o que posso dizer sobre o que estou fazendo e o que não estou fazendo”, disse Brooker. “No momento, eu não sei se as pessoas teriam estômago para assistirem histórias sobre sociedades desmoronando, então não estou trabalhando em nenhum desses episódios de Black Mirror ainda. Estou ansioso para revisitar meu conjunto de habilidades cômicas, por isso tenho escrito roteiros para me fazer rir”, disparou ele.

A quinta temporada da série antológica estreou sua quinta temporada em junho do ano passado, e em seus episódios, atores considerados de alto nível foram escalados como Anthony Mackie e Miley Cyrus. Black Mirror ganhou um Emmy na categoria Melhor Filme de Televisão por três anos consecutivos com os episódios San Junipero, USS Callister e Bandersnatch.

Recentemente, a Netflix ‘burlou’ umas das novas regras da premiação para inscrever o episódio Smithereens, estrelado por Andrew Scott. De acordo com as novas regras do Emmy, são considerados como filmes feitos para a televisão aqueles produtos que possuem pelo menos 75 minutos, e a gigante do streaming fez um apelo para inserir o episódio como filme, alegando que ele tem 70 minutos, apenas 5 a menos do que o permitido. A diretoria do Emmy aceitou o pedido, e fez com que a história concorresse, o que claro, gerou controvérsia entre especialistas em prêmios, e críticos.