Criadora de Killing Eve faz duras críticas à franquia James Bond; entenda

Daniel Craig como James Bond (Universal)

Apesar de ser uma das franquias de maior sucesso da história do cinema, os filmes do agente secreto James Bond não são exatamente conhecidos por seu tratamento igualitário com relação às mulheres. Tendo sido convidada para co-escrever o roteiro do próximo capítulo da série estrelada por Daniel Craig, Phoebe Waller-Bridge fez declarações sobre o tratamento recebido pelas personagens femininas em nova entrevista ao Deadline. Segundo a autora, algumas mudanças precisam ser feitas.

“Tem havido muitas conversas sobre a franquia Bond continua relevante ainda hoje ou não por causa de quem ele é e a forma como ele trata as mulheres. Eu acho que isso é bobagem. Acredito que ele é totalmente relevante agora. Ele só precisa crescer. Precisa evoluir”, disse ela. E ainda: “O importante é que o filme trata as mulheres de forma apropriada. Ele (Bond) não precisa fazer isso. Ele precisa se manter verdadeiro ao seu personagem”.

Em favor das mulheres

Phoebe é uma conhecida feminista, e seu trabalho tanto em “Killing Eve” quanto em “Fleabag” faz críticas mais do que afiadas ao patriarcado e à forma como a sociedade enxerga e especialmente julga as mulheres. É de se estranhar, assim, que ela tenha aceitado participar de um projeto cujo legado é acusado desde tempos imemoriais de propagar um machismo antiquado. Resta aguardar e conferir se “Bond 25” será o primeiro filme da franquia a estar sintonizado com novos tempos. O próprio Daniel Craig afirmou recentemente que a ideia de uma atriz assumir o papel de 007 após sua saída não deveria ser descartada. As filmagens do novo longa precisaram ser adiadas devido a um acidente sofrido pelo ator (fratura no tornozelo), mas o filme segue com estreia marcada para abril de 2020.

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