Criadores de Stranger Things contam que já sabem como a série vai terminar

Irmãos Duffer, criadores de Stranger Things
Irmãos Duffer, criadores de Stranger Things (Divulgação/ Netflix)

Sabe aquelas séries que ficam se renovando ano após ano, porém sua história acaba se perdendo lá nas primeiras temporadas, fazendo com que tudo o que venha depois se torne uma extensa enrolação? Stranger Things com certeza não é uma delas, pois seus idealizadores sempre souberam onde queriam chegar e como trabalhariam sua mitologia, e em nova entrevista ao site Deadline, eles explicaram que a Netflix chegou a pedir uma prova que eles tinham uma história realmente bem pensada em mente.

“Gostamos de ver cada temporada como uma espécie de história completa. Temos uma mitologia bastante grande. Acho que quando estávamos desenvolvendo a primeira temporada – e para crédito da Netflix, eles meio que nos pressionaram a ter certeza de que essa mitologia realmente foi desenvolvida – nós tínhamos uma espécie de mitologia de Stranger Things de 25 páginas, que talvez apenas um pequeno punhado de as pessoas viram. Então, temporada após temporada, estamos meio que virando a página e revelando um pouco mais”, explicou Matt Duffer.

O autor, disse que sabe exatamente onde quer chegar, e conhece o final da própria série, desde que escreveu o primeiro episódio da atração. “Temos um senso geral de para onde estamos indo. Conhecemos o final do programa há um bom tempo. Temos um final em mente e não queremos continuar produzindo [sem data para acabar]. Porque sinto que, se perdermos entusiasmo ou entusiasmo por isso, acho que o entusiasmo da plateia também diminuirá”, explicou ele.

Anteriormente, ele havia dito que quando propôs a série para a gigante do streaming já advertiu que havia planejado contar toda sua história em quatro temporadas, o que foi aceito no contrato, embora cada temporada ganhasse a renovação individualmente, motivo pelo qual ele, e o irmão Ross Duffer criaram a primeira temporada para ser uma espécie de minissérie (para o caso de não ser renovada). “Fizemos com que ela pudesse funcionar basicamente como sua própria peça independente, como quase uma série limitada, mas tinha o potencial ir além disso. E que, se fosse além disso, tínhamos uma ideia de para onde iria”, completou.