As Panteras (Foto: Divulgação/Sony Pictures)

Depois de uma carreira bem sucedida na TV com a série dos anos 1970 e nos cinemas, onde levou Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu ao auge de suas carreiras nos anos 2000, As Panteras (“Charlie’s Angels”) estão de volta às telonas no que poderia ser só mais uma produção reciclada por Hollywood. Contudo, numa jornada quádrupla, Elizabeth Banks consegue elevar o nível da franquia colocando, mais do que nunca, o protagonismo feminino em destaque.

O novo longa traz Elena Houghlin, uma cientista que trabalha em um programa de energia inovador que visa entre outras funções, preservar o meio ambiente através de sua tecnologia. No entanto, o projeto do dispositivo acaba sendo roubado e passa a fazer parte de um plano maligno quando uma falha que ameaça a humanidade é descoberta. A partir daí, entram em ação as Panteras Sabina Wilson e Jane Kano, que juntas à Elena tentarão impedir que algo pior aconteça.

Num momento em que movimentos feministas ganham cada vez mais notoriedade na sociedade moderna, o novo As Panteras chega no tempo certo. Na frente e atrás das câmeras, as mulheres se destacam nesta nova produção hollywoodiana, a começar por Elizabeth Banks – a atriz dirige, escreve o roteiro do longa e ainda atua como produtora. Não bastasse tudo isso, ainda dá as caras na telona no papel de Sue Bosley, uma ex-Pantera que assume um dos cargos mais importantes na agência criada por Charlie (que pasme, ganha uma nova cara revelada somente lá pelo final do filme).

O protagonismo feminino nos bastidores da produção vai além de Banks. As novas Panteras são personagens construídas com elevada carga de feminismo, ainda que mostrada de forma bastante sutil. É o caso da britânica Ella Balinska que chama a atenção ao interpretar uma Jane que esconde um passado conturbado relacionado ao seu histórico de luta com a causa feminista.

Enquanto isso, temos também Naomi Scott fazendo uma cientista no papel de Elena, que transita muito bem entre o nerd e o bobo à medida que o roteiro a exige. Por fim, Kristen Stewart é apresentada como Sabina Wilson, uma jovem recrutada com Angel com passado rebelde e que não hesita em esconder sua riqueza – um papel que a atriz demora a pegar o tom, mas que acaba se saindo bem ao lado das demais protagonistas. O trio exala a química que todas as Panteras que trabalham juntas precisam ter.

Da primeira cena ao som da cantora Anitta às cenas pós-créditos, As Panteras bate o martelo ao se posicionar como mais do que um filmes de ação com mulheres protagonistas – o longa, acima de tudo, é sobre o protagonismo feminino, sobre a hegemonia e ascensão daquelas que culturalmente foram desprezadas e agora executam um trabalho tão ou mais bem feito do que homens puderam fazer até aqui – Hollywood que o diga. Cada geração de Panteras com suas qualidades, este novo longa vem para, a partir de seu sucesso, abrir portas na grande fábrica do cinema.

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