Will Smith e Martin Lawrence em Bad Boys Para Sempre (Imagem: Divulgação)

Se o primeiro filme, lançado em 1995, é considerado um dos melhores da carreira de Michael Bay, o mesmo não pode ser dito do segundo. Bad Boys Para Sempre – que não foi dirigido por ele – traz em parte o charme que estava fazendo falta à franquia, e comprova que mesmo após 17 anos Will Smith e Martin Lawrence ainda convencem em seus respectivos papéis.

Para o detetive Mike Lowrey (Smith) as coisas não parecem ter mudado muito (ou ao menos ele parece se esforçar para dar essa impressão), enquanto Marcus Burnett (Lawrence) não poderia estar mais satisfeito com sua nova vida de marido, pai, avô e em breve, detetive aposentado. A primeira “fratura” no relacionamento entre os amigos de longa data acontece justamente devido a essa decisão.

A resistência de Mike em manter as coisas como antigamente – demonstrando um certo complexo de Peter Pan que se estende também para sua vida pessoal e amorosa – sofre outro baque com a criação de uma nova equipe formada pelos personagens de Paola Núñez (um relacionamento do passado), Vanessa Hudgens, Charles Melton e Alexander Ludwig; que usam e abusam de tecnologia e armas não letais para cumprir suas missões.

A ajuda deles, porém, será mais do que bem-vinda quando Lowrey é alvo de um atentado quase fatal cometido por Armando (Jacob Scipio), filho único de Isabel Aretas (Kate del Castillo) e do pai morto pela polícia. A família, um dos principais nomes do crime da cidade do México, deseja vingança; e depois que Aretas foge da prisão, ela e o filho não descansam até que todos os envolvidos no caso de anos atrás sejam eliminados. As semelhanças com novelas mexicanas não são mera coincidência. 

Amizade em risco

Mike – recuperado, porém com a moral em baixa – parte para a caçada, e novamente suas decisões fazem com que ele bata de frente com Marcus, que deseja uma vida simples e sem riscos. O atrito entre os protagonistas, agora mais velhos e com interesses e estilos de vida diferentes, serve para dar mais dimensão à trama e equilibra as cenas recheadas de ação, perseguições e tiroteios – que não são poucas.

Bilall Fallah e Adil El Arbi fazem um bom trabalho na direção, usando e abusando das belas paisagens de Miami como pano de fundo e com mãos firmes nas sequências mais complicadas. Bad Boys Para Sempre pode não retornar 100% à mágica que fez do primeiro longa um clássico, mas é o melhor que poderíamos esperar de uma sequência em pleno 2020.

 

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