Documentário Democracia em Vertigem aborda efeitos da política brasileira após o impeachment de Dilma Rousseff (Imagem: Divulgação/Netflix)

Todo mundo se lembra dessa frase dita por Tiririca, que durante eleição pedia que as pessoas votassem nele, pois “pior do que tá não fica”. Ao longo dos anos, porém, acompanhamos a situação do Brasil indo ladeira abaixo. E continua assim.

Democracia em Vertigem evidencia isso, e merece ser assistido independente de ter sido desenvolvido por alguém que não esconde de ninguém ser eleitora do PT, Petra Costa. Apesar disso, trata também sobre as denúncias contra o partido, expõe a queda de Dilma Rousseff e a prisão de Lula, dois momentos que culminaram para a divisão do país, após muitas denúncias contra eles e o PT.

E essa proximidade de Petra com o Partido dos Trabalhadores fez com que ela conseguisse gravar entrevistas com Lula e Dilma nessas situações que antecederam a queda deles, e ainda o pós, no caso de Dilma, que avalia a votação que culminou em seu impeachment. Ou seja, além de relembrarmos tristes situações, temos acesso a material inédito que nos ajuda entender como chegamos nesse buraco.

Do Lula à Lava-Jato

Democracia em Vertigem faz um recorte do início da trajetória política de Lula, passando pelas eleições que perdeu até chegar ao poder. E aborda do mensalão até a Lava-Jato, quando chega no então juiz Sérgio Moro e no “golpe”, quando Dilma deixou o poder.

Logo no final do documentário, vemos Brasília sendo separada por dois lados, um que seria ocupado pela esquerda, e o outro por aqueles que gritavam Fora Lula, Fora Dilma, Fora PT, e já estavam transferindo suas esperanças de um Brasil melhor para Jair Bolsonaro, que naquele momento declarava sua candidatura e ainda encontrava-se com apenas 8% dos votos. Afinal, Lula ainda estava livre e no primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.

O documentário conclui o que já sabíamos, que a insatisfação com o PT culminou na eleição de Bolsonaro, apesar de suas frases machistas, misóginas, homofóbicas e racistas, enquanto prometia dar armas para as famílias combaterem os bandidos. Ou seja, “qualquer coisa, menos o PT”.

É uma produção que acrescenta ao debate político do país, nem que seja para lamentar mais uma vez tudo o que aconteceu nos últimos anos.

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