Crítica: Descubra se vale a pena assistir O Grito

Cena de O Grito (Foto: Reprodução)

Vivi a experiência de assistir a um filme de terror em uma sala de cinema em que havia somente eu e mais ninguém. Bom, o leitor já deve pensar: esse filme é horrível, vai ser esse o teor da crítica, já que não havia ninguém para assistir O Grito.

Não foi isso. Escolhi um dia em que não se cobra meia entrada e também era à tarde, ou seja, uma faixa em que famílias vão aos cinemas. Então a opção deles naquele horário devia ter sido por Sonic, Minha Mãe é Uma Peça 3, etc. Mas confesso que logo bateu um medinho ao saber que estaria sozinho na sala, afinal, trata-se de um terror.

O que é interessante na abordagem de O Grito é que logo de início não se encontra uma série de situações que causam medo. A história vai sendo construída aos poucos, inclusive com personagens distintos, em cenas que envolvem uma detetive que resolve explorar o caso, uma família que mora na casa amaldiçoada e um casal, cujo marido tenta vender o imóvel.

Então, depois que entra na casa pela primeira vez, a detetive entende por qual motivo havia sido instruída a não ir até o local: ela também passa a ter visões assustadoras, seja no imóvel ou fora dele. Mas e aquela senhora que encontrou por ali, estava viva ou morta? Fato é que a atuação de Andrea Riseborough é bem convincente. É possível ver através de seu rosto o quanto todos os acontecimentos interferiram na vida da investigadora e a deixaram tensa. Ainda assim, disposta a encarar acontecimentos dos mais bizarros.

Da mesma forma, Lyn Chaie, que vive uma mulher que tem visões e que é dona de uma das melhores e mais aterrorizantes sequências do longa, e que se passa na cozinha. É desesperador o que a senhora que tenta ajudar o casal encontra ali. (sem spoilers!)

A crítica em geral tem dito que O Grito é previsível. Sim, é. Mas está difícil, atualmente, um filme que realmente surpreenda. Estamos vivendo de reboots. Porém, como filme de terror, O Grito cumpre a missão de assustar, e envolve o espectador, curioso por descobrir o que afinal de contas vai acontecer com o casal assombrado, o corretor e sua esposa e, especialmente, a detetive, que não sossega enquanto não coloca fim a esse tormento.

E será que ela consegue?

Ah, vale a pena descobrir, para quem gosta do segmento. E sobre conferir o longa sozinho, preciso confessar que várias vezes olhava ao redor me perguntando se realmente não tinha mais alguém na sala, afinal, as chances de infartar por ali eram grandes… rs

Jornalista especializado em entretenimento, consumista de streaming e cinemaníaco de carteirinha.

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