Dora e a Cidade Perdida
Dora e a Cidade Perdida (Imagem: Divulgação)

A maioria dos filmes infantis da atualidade podem ser divididos em duas categorias principais: ou subestimam sua audiência, cada vez mais inteligente, com enredos e personagens unidimensionais; ou simplesmente não são engraçados o suficiente. Dora e a Cidade Perdida consegue não cair nessa armadilha.

Originalmente uma série do canal Nickelodeon intitulada Dora, a Aventureira que foi exibida entre os anos de 2000 e 2006, as aventuras de uma esperta garotinha criada na selva pelos pais arqueólogos encantou toda uma geração de crianças. O formato da animação, indicado para crianças do pré-escolar, se diferenciava do restante devido à sua interação com o público e pelo ensino de um idioma estrangeiro – nos Estados Unidos o espanhol e no Brasil o inglês.

O filme dirigido por James Bobin com roteiro do próprio e de Nicholas Stoller começa com a personagem aos seis anos de idade, vivida pela atriz mirim Madelyn Miranda, se divertindo com o primo Diego. Para a sua tristeza, o garoto está de malas prontas para se mudar com a família para Los Angeles, e os dois são obrigados a se separar.

Depois de um salto temporal, Dora agora com 16 mantém o mesmo entusiasmo e inocência já conhecidos, obcecada em encontrar a cidade perdida de Parapata, desejo compartilhado pela mãe, interpretada por Eva Longoria e o pai Michael Peña. Quando sua suposta localização é finalmente encontrada, Dora descobre que os pais planejam enviá-la para cursar o Ensino Médio na cidade grande, a fim de que ela possa interagir com outros jovens da sua idade.

Escolha

A missão acaba se mostrando a mais complicada de todas e consegue arrancar risadas até do público adulto. O longa, indicado para pré-adolescentes, se beneficia de dois elementos principais: o carisma de Isabela Moner e o fato de que a produção não se leva à sério e é extremamente autoconsciente, ou seja, consegue encontrar momentos engraçados usando o absurdo de várias situações. 

É como uma paródia da animação e ao mesmo tempo uma homenagem, cujo objetivo é celebrar o que ela tem de melhor, incluindo uma personagem que transforma qualquer coisa, até mesmo prisão de ventre, em canção. O dia a dia escolar não demora muito já que Dora precisa retornar à selva, dessa vez com um grupo de novos amigos, para encontrar os pais que pararam de fazer contato durante sua expedição.

No geral, Dora e a Cidade Perdida passa uma mensagem importante para as crianças: de que não há mal nenhum em ser você mesmo, demonstrar paixão pelo conhecimento e tratar bem o próximo, qualidades deixadas de lado em um mundo cada vez mais egoísta.    

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