Fleabag/BBC/Amazon

* por Victor Hugo Morais

Atualmente, são muitos os serviços de streaming. Depois do boom da Netflix, diversas empresas resolveram investir neste filão. Inclusive no Brasil, com Globo e Record apostando fortemente no segmento com seus aplicativos.

Ou seja, antes falava-se muito em Netflix, primeiro pelos filmes e séries já conhecidos do público e depois em razão das atrações produzidas pela própria gigante do entretenimento. Porém, agora outros serviços de streaming também investem em produtos exclusivos.

É o caso do Prime Video, da Amazon, que lançou há alguns dias a aguardada segunda temporada de Fleabag, série pouco conhecida e que merece sua atenção, por conta de suas muitas qualidades.

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A começar pela protagonista, vivida por Phoebe Waller-Bridge, criadora do sucesso Killing Eve. O que torna a personagem dela especial, é o fato de ser um pouco do que gostaríamos de ser: fala o que pensa independente de pra quem vai o recado, pode ser a irmã, o cunhado, o próprio pai ou a madrasta linguaruda.

E além disso, ainda conversa diretamente com o espectador, cheia de ironias e críticas. Esses momentos garantem humor à atração, ainda mais quando o padre que surge nesta segunda temporada interrompe essas situações querendo entender o que ela está fazendo.

Fleabag e Claire

Chama bastante atenção a relação esquisita de Fleabag e sua irmã, Claire. Logo de início qualquer espectador pensa que elas se odeiam. Porém, essa relação conflituosa também se mostra de parceria, mesmo em meio aos percalços. Da mesma forma, Fleabag e o pai não são próximos, mas isso é por um motivo bem específico: uma madrasta invasiva, chata e que só sabe falar sobre sexo. E se acha.

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Mas produziu uma estátua que também é responsável por situações muito divertidas. E uma emocionante, diga-se.

Fleabag tem um lado ruim. Aparentemente, a segunda temporada é a última. Aí o leitor pergunta: por qual motivo vou assistir à uma série cancelada?

Não foi cancelada, é uma decisão criativa. A história foi contada e encerrada. Sim, dá para apostar em outros caminhos para Fleabag, mas isso depende da autora.

Se tem um lado ruim, tem vários bons. Sarcástica, a produção é imperdível e pode ser vista em poucas horas, já que cada temporada conta com seis episódios de vinte e poucos minutos cada. Ou seja, vale uma deliciosa maratona!

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