Crítica: ESTE detalhe faz de Drácula uma série que poderia ser bem melhor

Dracula
Imagem promocional da série Dracula, parceria entre BBC One e Netflix (Imagem: Divulgação/BBC One/Netflix)

A Netflix estreou há algumas semanas sua versão para Drácula, personagem que já ganhou incontáveis histórias seja no cinema ou TV. E o início da atração é bastante promissor, mostrando o personagem título rejuvenescendo enquanto “suga” a energia de sua vítima.

O telespectador se vê envolvido com Jonathan Harker, um cara aparentemente do bem que vai se destruindo conforme o tempo passa, e ao mesmo tempo tenta relatar o que o tornou praticamente uma múmia em conversas com a freira astuta Agatha, dona das melhores frases do enredo.

Agatha em nada se assemelha com uma freira. É bocuda, direta, curiosa e se permite a fazer as perguntas e comentários dos mais cabeludos. Desafiadora, depois de colher tudo o que precisava de Harker, resolve promover uma armadilha contra Drácula, surpreendendo-o também por não sentir nem uma pontinha de medo dele.

Claro, através da garantia de que ele não pode entrar onde não foi convidado. Mas é aí que nada dá certo e o primeiro episódio termina sem fim. Quando você pensa que encontrará a sequência no episódio seguinte, é enviado a um outro momento da vida do Drácula, com outra história nada a ver com a anterior, porém com Agatha ressurgindo mas como um vingativo membro de sua família, ou seja, descendente e ainda querendo destruir Drácula.

Não suficiente, o terceiro episódio surge em outro momento, novamente com outra história, e talvez até mais atrativa que a segunda, bem cansativa, mas ainda assim distante dos bons momentos do primeiro ato.

Então, o erro da minissérie são essas viagens no tempo com abordagens mais ou menos interessantes umas da outras. Exceto pelo protagonista, este valendo a pena em todos esses momentos com seu jeito de vilão sedutor. Ainda assim, a produção tem seus muitos bons momentos. Faltou apostar mais no que deu certo, ou seja, o início.