Vera Farmiga e Charles Dance em Godzilla II: Rei dos Monstros (Foto: Warner)

No início de Godzilla II: Rei dos Monstros encontramos a Dr. Emma Russell (Vera Farmiga) com a caçula nos braços, e seu marido Mark (Kyle Chandler) em meio à destruição e o caos procurando desesperadamente pelo filho mais velho desaparecido por entre os escombros, infelizmente sem sucesso. Trata-se de um flashback de anos atrás, já que no presente encontramos a doutora vivendo com a filha Madison já adolescente (Millie Bobby Brown) em uma reserva especial da empresa Monarch, responsável por pesquisar e monitorar as atividades de Godzilla e dos demais monstros, ou titãs, ao redor do mundo. O marido Mark está há centenas de quilômetros de distância estudando os comportamentos e sons dos lobos selvagens. Rapidamente entendemos que a tragédia da perda do filho infelizmente dividiu a família.

O foco da relação entre Emma, sua família e os humanos em geral com os titãs é um novo sistema eletrônico apelidado de Orca, que, alimentado com os sons emitidos por eles, é capaz de processá-los e reproduzi-los em frequências diversas, emitindo variados tipos de comandos. O aparelho torna-se extremamente perigoso nas mãos do extremista interpretado por Charles Dance (Game of Thrones), que supostamente planeja usá-lo para despertar outras criaturas e fazer uso dos seus poderes para ganho próprio. O objetivo principal do personagem é forçar o denominado Monstro Zero da hibernação. Trata-se na verdade de Ghidorah, uma feroz quimera de três cabeças que exerce dominância sobre todos as demais criaturas e cuja sede de destruição parece não conhecer limites.

Mais do que somente ação

O seu despertar traz Godzilla de seu descanso nas profundezas para reclamar território, o que significa uma série de batalhas de proporções épicas entre os dois gigantes. Para além dos efeitos especiais e da ação já conhecida da franquia da Warner, é fato que os personagens humanos são muito melhor desenvolvidos nessa continuação quando comparados ao filme de 2014, tanto com relação aos núcleos familiares quanto às amizades. Essas emoções são inclusive o fio condutor através do qual a porção fantástica da história – de embates mortais e repleta de explosões – é construída. Millie Bobby Brown, em seu primeiro papel no cinema, demonstra mais uma vez o talento já comprovado em Stranger Things. 

Fazem parte do elenco também Sally Hawkins, o veterano Ken Watanabe, Zhang Ziyi e Bradley Whitford. O tema da divindade dos titãs, especialmente do próprio Godzilla, é bastante abordado durante o filme, e se torna interessante à medida que ficamos conhecendo mais sobre as suas origens, sua existência ligada à lendas de diferentes culturas, assim como o seu papel na história da humanidade. Depois de toda a ação, fique atento à cena pós-créditos, que sugere a próxima continuação da franquia: “Godzilla vs Kong”. Com um roteiro bem construído, a mensagem final do filme parece ser a de que o planeta pertence, por direito, muito mais a essas criaturas lendárias do que ao homem; e ao contrário do que se pensava, estaríamos na verdade ocupando um espaço que sempre pertenceu a eles. Em Godzilla II: Rei dos Monstros, os intrusos somos nós.

O filme estreia nessa quinta 30 de maio em todo o Brasil.

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