Homem-Aranha: Longe de Casa (Sony)
  • Por Paulo Cavalcante

Quando Tom Holland assumiu o papel de um dos maiores personagens já criados por Stan Lee, muitos duvidaram que o jovem ator seria tão marcante quanto o cabeça-de-teia do Tobey Maguire ou hilário quanto o interpretado por Andrew Garfield. Mas se em “De Volta ao Lar” ele já mostrou a que veio, em “Homem-Aranha: Longe de Casa” Tom Holland definitivamente assume o seu lugar no universo da Marvel.

Após os eventos de “Vingadores: Ultimato”, a população tenta superar os efeitos do “blip”, como ficou conhecido o estalo de Thanos, que foi desfeito pela ação dos heróis da Marvel. Um deles é Peter Parker, que ainda sente as dores da morte de seu mentor, Tony Stark. Mas nada melhor que as férias escolares para tentar esquecer os problemas e aproveitar a oportunidade para se declarar para sua amada, MJ (Zendaya).

Contudo, os planos de Peter caem por terra quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) surge e o convida a impedir que uma série de ataques provocados por monstros interdimensionais destruam a Terra. Para isso, ele terá ajuda de um herói vindo do multiverso – o Mysterio (Jake Gyllenhaal). O ator surge muito bem na pele de super-herói, mas acaba se tornando um tanto caricato num momento de virada da trama em que as coisas precisam ser explicadas (com direito a flashbacks e referências para os fãs mais saudosos do Universo Cinematográfico da Marvel).

Caminho sem volta

É a partir do grande plot twist da trama que o roteiro nos leva a um caminho sem volta. O Homem-Aranha carrega o espectador para a sua paranoia. A medida que sua mente é colocada à prova, Peter Parker precisa decidir quais seus verdadeiros objetivos ao vestir o traje do super-herói em quem tanto o Homem de Ferro confiou. É também na sequência deste momento que passamos a perceber o quanto o jovem Vingador amadureceu desde o seu primeiro filme e de sua entrada para o time classe A da Marvel.

Ação e dramas à parte, o tom cômico foge das mãos do Homem-Aranha e fica para os coadjuvantes neste filme – Ned (Jacob Batalon) garante boas risadas com o seu namoro rapidamente arranjado e as trapalhadas dos professores e colegas de classe de Peter durante a viagem também geram momentos de alívio cômico.

Homem-Aranha: Longe de Casa atinge o seu ápice no terceiro ato repleto de cenas de ação bem produzidas e que superam a qualidade contestável do CGI nas cenas iniciais. Em constante evolução, o roteiro eleva o tom aventureiro às alturas e se encerra num desfecho que vai ficar marcado na mente dos espectadores, pelo menos até que a Marvel Studios dê o pontapé inicial na sua Fase 4 nos cinemas.

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