O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio
O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Imagem: Divulgação)

Quando foi anunciado que James Cameron produziria um novo capítulo da franquia O Exterminador do Futuro, a maioria do público passou a temer que teríamos nas mãos mais um ‘Gênesis’. Destino Sombrio passa longe do fracasso estrelado por Emilia Clarke e Jason Clarke em 2015, mais ainda assim perde a oportunidade de ser algo marcante.

A jovem Dani Ramos, vivida pela novata Natalia Reyes, trabalha com o irmão em uma fábrica de automóveis no México, e os dois formam uma família feliz com o pai, interpretado por Enrique Arce. Tudo muda, porém, quando um robô vindo do futuro passa a persegui-la, pois o filho ao qual dará à luz em alguns anos será o líder da revolução através da qual os humanos retomarão o mundo destruído pelas máquinas.

Para protegê-la, também é enviada do futuro uma ótima Mackenzie Davis na pele da ciborgue Grace, uma soldado que passa por processos de melhoramento tecnológico que aumentam sua força, rapidez e visão. Porém suas novas habilidades não são páreo para a versão mais recente do assassino, daí o retorno de Linda Hamilton como a lendária Sarah Connor.

A decisão de simplesmente esquecer tudo o que foi criado após ‘O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final’ é inteligente, e dá a oportunidade de recomeçar exatamente de onde tudo parou; porém o roteiro escrito a 8 mãos (!) não deixa transparecer nenhuma grande tentativa de fazer do filme algo verdadeiramente especial.

O que vemos é a repetição das já conhecidas sequências de perseguição do implacável Exterminador, cuja nova versão é vivida por Gabriel Luna, e apesar de bem executadas evocam uma sensação de déjà vu que ultrapassa a mera nostalgia e se tornam previsíveis demais para serem completamente divertidas.

Reyes, infelizmente, não possui o talento ou a presença de tela necessários para comandar uma franquia desse porte, e sua personagem perde o brilho diante de Davis e Hamilton, que têm boa química. Arnold Schwarzenegger também está lá como um T-800 idoso, com uma explicação inusitada sobre onde esteve nos últimos anos.

Vê-lo novamente ao lado de Sarah é excitante nos primeiros minutos, porém a forma como o relacionamento é explorado deixa a desejar. Novamente, ‘Destino Sombrio’ funciona melhor quando foca em Mackenzie, que entrega qualidade nos momentos emocionantes e especialmente nas cenas de ação.

O problema aqui talvez seja pecar pela simplicidade. A equipe envolvida, escaldada com a péssima situação da franquia nos últimos anos, resolveu vestir basicamente o mesmo enredo com uma roupagem levemente diferente; e o que deveria ser apresentado com frescor, acaba cheirando à naftalina.

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