Crítica: O Poço PRECISA ser visto, é essencial neste momento de tanta dor

O Poço
O Poço (Imagem: Divulgação)

Nos últimos dias, só se fala em O Poço, filme recém disponibilizado na Netflix. Por qual motivo ele é tão comentado? Primeiramente por ser difícil assistir.

As pessoas vivem em um poço, com centenas de andares, em que cada um divide o espaço com outra pessoa. As pessoas, quanto mais no topo estão, têm melhores oportunidades de se alimentar. O mesmo banquete é servido para todos, e o mesmo vai descendo andar por andar.

Ou seja, quem está no primeiro, serve-se com o que quer, mas somente enquanto o banquete está ali, não é possível reservar nada. Então, por isso, se alimentam como porcos. E as nojeiras que fazem, muitas vezes propositais, integram a refeição do próximo andar. E coisas muito bizarras acontecem.

E o que sobra para quem está nos níveis inferiores? A resposta é óbvia, e assistindo você vai entender o uso dessa palavra, óbvio. Contudo, os presos não ficam sempre nos mesmos lugares, e acordam ou mais para cima ou… nos piores lugares.

E a história é toda centrada em Goreng, interpretação incrível de Iván Massagué. Bom, chega de spoilers, vamos aos fatos?

Por que O Poço precisa ser visto? Estamos vivendo um momento mundo difícil, com uma pandemia por conta do coronavírus que está causando milhares de mortes no mundo inteiro, uma situação em que além de nos protegermos e às pessoas próximas, também precisamos pensar em quem nunca vimos, sejam idosos de outras famílias, pessoas mais carentes e que sequer têm sabonete em casa para se higienizar corretamente, ou alimento por terem perdido emprego pelo isolamento social…

É bem isso que faz Goreng. Ele é um exemplo a ser seguido, alguém em quem se inspirar.

O final de O Poço é daqueles que os roteiristas preferem deixar no ar, colocando o espectador para pensar. E é basicamente o que precisamos fazer depois de assistir a um filme tão pesado. É transformador.