Dascha Polanco como Dayana Diaz em Orange Is The New Black (Imagem: Divulgação)

* contém spoilers

  • Por Victor Hugo Morais

A Netflix disponibilizou há algumas semanas a sétima e última temporada de Orange is the new back, uma das suas séries de maior sucesso e a primeira a impactar o mundo em seu serviço de streaming.

O desfecho da produção honrou suas atrizes e concluiu a história até mesmo de detentas que haviam sumido ao longo de todo esse último ano. Algumas personagens, inclusive, tiveram finais bem tristes: Red, uma das que mais se destacaram na atração, terminou perdendo a memória, tendo alguns lapsos de sanidade em poucos momentos – mas um deles, imperdível, quando finalmente reconhece uma rival, Frieda.

Também foi triste o final de Tasha, acusada injustamente e que quase decide tirar a própria vida. Sim, ela ganha um novo objetivo dentro do sistema prisional, mas a injustiça prevaleceu – aí entra a questão de mostrarem que, para os negros, a vida no sistema não é tão fácil, quanto a de Piper, que ganhou a liberdade antes da hora.

A Lorna terminou de um jeito bem óbvio, já que há muito tempo estava com uns pinos faltando. Porém, outros encerramentos foram chocantes, como o de Pennsatucky, que lutou por um futuro melhor e acabou encontrada morta. Foi de arrepiar.

Porém, o pior ainda estava por vir, com a provável morte de Daya, que depois de muito aprontar, resolveu envolver sua própria irmã no crime. Aleida, que não cria juízo de jeito nenhum, resolveu que mais um familiar no crime era demais e pulou em cima da própria filha para matá-la, e esse fim ficou no ar, deixando o público entender como bem entendesse.

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De toda forma, um detalhe chocante, afinal, trata-se de mãe e filha. Só que nem tudo foi triste, Maria, Blanca e Cindy tiveram final feliz, além de Piper, que seguiu lutando por seu grande amor, Alex, mesmo com os empecilhos que insistem em se posicionar no caminho das duas.

Cheia de qualidades, Orange is the new black sai de cena deixando saudade, já que divertiu, instruiu e emocionou ao abordar o drama de mulheres presas, quando na maioria das vezes são os homens os retratados atrás das grades. Fez diferença.

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