Crítica: Os Simpsons completam 30 anos mais afiados do que nunca

Os Simpsons completam 30 anos (Fox/Divulgação)

A trigésima temporada de Os Simpsons estreou nesta quinta (30) no canal FOX, se tornando a série mais longa atualmente exibida em horário nobre nos Estados Unidos. Com tanta história, é fácil encontrar aqueles cuja infância, adolescência e agora vida adulta foram e continuam a ser pontuadas pela disfuncional e mais do que carismática família amarela. São poucas as produções que podem se orgulhar de terem crescido e se desenvolvido junto ao público, acompanhando suas mudanças sociais, políticas e de comportamento ao longo dos anos.

Os Simpsons tiveram sua estreia em 1987 como parte de um programa de humor já existente, até que a FOX expandiu seu formato criando a série de tv com duração de trinta minutos por episódio como a conhecemos hoje, dois anos depois. Desde então, a série tem sido companhia constante com seu icônico tema de abertura e motivo de muitas risadas. O texto ácido e sem censura incomoda os mais puristas, tendo recebido inúmeras críticas e boicotes por parte de instituições religiosas e afins. Ironicamente, o desenho recebe o selo de classificação livre em quase todos os seus mais de 600 episódios, com exceção daqueles onde o uso de drogas lícitas é mais acentuado, embora a série definitivamente não seja recomendada para os pequenos.

Com personagens extremamente bem desenvolvidos, a série consegue atrair um público variado, mesclando idades e classes sociais, as quais sempre encontram algo com o que se identificar: seja Homer e seu exemplo clássico de marido desleixado e obtuso, Marge e suas paranóias de esposa, mãe e dona de casa perfeita, seja Bart, encrenqueiro e sem papas na língua, ou Lisa, fiel representante do orgulho nerd feminimo, sem esquecer da pequena Maggie. Passando de simples entretenimento para um dos pilares da cultura pop, a série deu origem à uma quantidade gigantesca de produtos, oficialmente licenciados ou não, e também chegou às telonas com “Os Simpsons: o Filme” em 2007. Até a famosa cerveja Duff, preferida absoluta de Homer e de boa parte dos personagens – com direito a garoto propaganda – foi materializada e pode ser consumida.

Muitas histórias para contar

O que começou como um simples desenho se tornou um dos espelhos mais complexos e fiéis da sociedade americana de classe média. Ser convidado para um cameo na série equivale hoje a ter seu nome na calçada da fama. É prova irrefutável de relevância e motivo de orgulho para qualquer personalidade. A inspiração dos roteiristas é a vida em si – momentos engraçados, emocionantes, embaraçosos, tragicômicos – tudo junto e misturado, como no mundo real. Sátiras, reflexões, observações agudas. Não há, literalmente, um tema que não tenha sido abordado, pessoa importante ou interessante que não tenha sido representada, de esportistas a presidentes, atores, cantores ou o próprio Papa.

Um marco na história da televisão americana e mundial, a série merece agora mais do que nunca ser lembrada – e celebrada. Exibida na tv aberta pela Band durante anos, Os Simpsons saíram da grade da emissora ano passado, que alegou conflitos de horários e os altos preços da renovação dos direitos, o que é uma pena. Com a compra da FOX pela Disney, todas as temporadas estarão disponíveis na plataforma Disney +  a partir de 12 de novembro nos E.U.A. Com as 31º e 32º temporadas já confirmadas, os criadores são enfáticos ao afirmar que Homer e cia não irão se despedir do público tão cedo, o que é uma notícia reconfortante. Só nos resta erguer um brinde aos próximos 30 anos.

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