Predadores Assassinos
Predadores Assassinos (Imagem: Divulgação)

Já dizia o velho ditado: Nada como um furacão categoria 5 e uma infestação de crocodilos gigantes para unir pai e filha. Em uma era na qual o cinema parece estar dividido entre adaptações de quadrinhos, sequências intermináveis e filmes sem substância que se levam a sério demais, Predadores Assassinos se encaixa perfeitamente no meio termo.

O novo filme do diretor francês Alexandre Aja, veterano do gênero e conhecido por “Piranha” e “Viagem Maldita”, engloba elementos de terror, suspense e instinto de sobrevivência aliados ao drama. Kaya Scodelario é Haley Keller, uma jovem nadadora profissional do estado da Flórida que passa por problemas na carreira, que por sua vez são causados por traumas familiares. Após o divórcio, Haley perdeu contato com o pai, interpretado por Barry Pepper, que foi seu treinador desde a infância e sua principal fonte de encorajamento. 

Quando um furacão de categoria 5 ameaça atingir sua cidade natal e sem notícias do pai, ela decide dirigir até o local para garantir que ele esteja a salvo, e a aventura – ou melhor, o pesadelo, começa. A jovem encontra o pai desacordado no porão da casa da família, que como consequência dos fortes ventos, destruição em massa e inundações, passa a abrigar crocodilos gigantes. 

O que segue é um suspense com alguns jump scares, criaturas que mais parecem ter saído da pré-história, muito sangue e membros do corpo perdidos. Aja sabe exatamente o tipo de filme que está entregando ao público e não insulta a sua inteligência tentando fazer com que ele passe por algo que não é. Scodelario e Pepper entregam boas atuações e convencem como pai e filha dispostos a tudo um pelo outro.  

O que talvez ajude o longa a funcionar melhor é o tempo: tanto a sua duração, com a média de 1 hora e 30 minutos, quanto o ritmo no qual os acontecimentos se desenrolam, sem dar tempo para que o espectador se canse ou comece a questionar demais como os personagens sobrevivem a constantes ataques e ferimentos que de outra forma se provariam mortais. 

Com uma premissa simples e boa execução, Predadores Assassinos é elevado por um ótimo valor de produção, cenários cheios de detalhes que trazem realismo e bons efeitos especiais. Os amantes do gênero ficarão satisfeitos com o longa, um clássico classe B, que se orgulha de ocupar o lugar para o qual claramente foi produzido. 

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